unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 24/06/24

CBO busca FMM para pesquisar barco de apoio a etanol

A empresa afretadora vai estudar a viabilidade do uso do combustível em sua frota. Enquanto isso, segue convertendo suas embarcações para consumir eletricidade.

Delta Commander, da CBO, afretado pela Equinor para Bacalhau

O Grupo CBO analisa com o Fundo de Marinha Mercante (FMM) a contratação de uma linha de financiamento para investir na pesquisa do uso do etanol como combustível em suas embarcações, no futuro. Por enquanto, a aposta, em renováveis, é a eletricidade. Duas das suas embarcações devem ser adaptadas para a instalação de baterias ainda neste ano e a perspectiva é de que esse processo continue nos seguintes.

Aprovado o financiamento com o FMM, o projeto de pesquisa e desenvolvimento do uso do etanol, em parceria com um fabricante norueguês, se estenderá por cerca de dois anos. Comprovada a sua viabilidade, ainda será preciso adaptar os motores de parte da frota, para que funcionem como flex.

A ideia não é construir novos barcos com novas tecnologias, nem mesmo para participar das licitações lançadas pela Petrobras, que está cada vez mais exigente com a sustentabilidade ambiental nas suas contratações. O plano da CBO é converter uma parcela das suas 44 embarcações de apoio marítimo de médio e grande porte.

“A gente quer ser referência, buscar as melhores práticas. Eventualmente, pode ser com o etanol. O objetivo é neutralizar as emissões”, afirmou Marcos Tinti, CEO da CBO.

Em dezembro do ano passado, a Equinor lançou o primeiro PSV (Platform Supply Vessel) híbrido em águas brasileiras, o Delta Commander, afretado da CBO. A embarcação possui um banco de baterias que possibilita o consumo alternado de energia elétrica e óleo diesel. As projeções são de uma queda de 40% nas emissões de CO2 durante as atividades do barco. A redução de custos é estimada em cerca de 10%. O barco será usado na logística do campo de Bacalhau, na Bacia de Santos.

“A sustentabilidade tem várias frentes, inclusive financeira”, disse Titi, acrescentando que, para a CBO, o ano de 2024 será marcado por um “crescimento muito forte”, por conta do aquecimento do mercado fornecedor. “Não tem como ser diferente”, ressaltou.

Já em 2023, o lucro líquido da empresa cresceu 16,4% comparado ao ano anterior, para US$ 18,4 milhões, e a geração de caixa, 51,3%, no mesmo intervalo de tempo, para US$ 140 milhões.

Além da aposta em novas tecnologias com viés ambiental, o foco da CBO, atualmente, é uma possível extensão dos contratos que mantém com a Petrobras, que convidou os seus fornecedores para avaliar a renovações.

“A CBO acreditou no Brasil, se financiou para isso. A gente tem que fazer com que o ativo se pague”, disse Tinti.

Ele conta, com orgulho, que a empresa optou pela estratégia de comprar 10 embarcações em 2019, quando o mercado estava em baixa, apostando que, pelo ciclo natural da indústria, a bonança viria em seguida. Agora, a empresa avalia que é o momento de colher os frutos e que não vale à pena “crescer por crescer”.

Tinti diz que avalia a licitação da Petrobras de contratação de novos 12 PSVs, mas que não há nenhuma iniciativa de construção. Ou seja, dificilmente a CBO participará da concorrência.

Fonte: Revista Brasil Energia