
A proposta do governo federal de arrendar um terminal para movimentação e armazenagem de granéis em Itaguaí abre novas perspectivas para o Porto, na avaliação do diretor de Negócios e Sustentabilidade da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Jean Paulo Castro e Silva. Ele observa que o leilão permitirá diversificar o perfil de cargas movimentadas, que seja mais equilibrado e menos dependente do mercado de minério de ferro. De acordo com a Antaq, em 2020, o Porto de Itaguaí, entre todos os portos públicos, foi o segundo maior movimentador de minério de ferro.
—- Estamos otimistas para o leilão. Esperamos que os valores a serem pagos como tarifas portuárias à CDRJ pelos próximos 10 anos supere a casa dos R$ 70 milhões — afirma Castro e Silva.
O terminal disponibilizado para o arrendamento é o Terminal de Granel Sólido III – TGS III. Considerado como um brownfield, está localizado dentro da Poligonal do Porto Organizado de Itaguaí-RJ, possuindo 22.564 m2, incluindo a área do berço 201, de 2.585 m2. Sua principal destinação será movimentação, a armazenagem e a expedição de granel mineral, especialmente gipsita, barrilha e cloreto de potássio. O sucesso do leilão poderá ser determinante para que outras áreas do porto venham a ser exploradas da mesma forma.
— Já há tratativas a respeito do arrendamento do TGS II e um processo em andamento para a cessão onerosa de uma área destinada a apoio logístico. Além disso, estamos conversando com potenciais interessados em implantar uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no porto, aproveitando as oportunidades do novo mercado do gás — afirma o diretor de Negócios e Sustentabilidade.
Castro e Silva destaca ainda que o arrendamento simplificado, previsto para o TGS III, é um marco para o setor portuário nacional, já que será o primeiro no Brasil nesses moldes. Graças a essa alteração regulatória:
— Temos condições de passar a explorar mais rapidamente uma área que estava ociosa há quase dez anos. A celebração do contrato, além de contribuir para a melhoria do desempenho econômico e financeiro da Companhia Docas, também proporcionará o melhor atendimento à demanda das indústrias da região — finaliza Castro e Silva.
Fonte: Revista Portos e Navios