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Clippings - 02/09/26

Cenário geopolítico e segurança energética atraem estrangeiros para ROG-e

Entre 13 participantes internacionais em espaços dedicados estão China e EUA, que ocuparão áreas expressivas do evento. Edição deste ano terá debates sobre transição energética, biocombustíveis e inovação

O cenário geopolítico e as preocupações com a segurança energética contribuíram para que a edição 2026 da ROG-e, entre 21 e 24 de setembro, tenha o maior número de pavilhões estrangeiros desde a edição de 2016. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), organizador do evento, destacou que o setor discutirá como esse momento impactará os países, especialmente os da América Latina, e como o Brasil, Colômbia, Argentina, Suriname, Guiana e Peru, por exemplo, poderão se posicionar diante da restrição global da oferta de produtos, especialmente óleo cru. O IBP observa a retirada de 12 a 13 milhões de barris por dia do mercado por causa da guerra no Oriente Médio.

“É um momento único na nossa indústria. Estamos vivendo um momento onde você tem uma situação geopolítica totalmente diferente e meio inusitada. Ninguém esperava o que está acontecendo hoje no mercado mundial de petróleo e também de derivados”, comentou o presidente do IBP, Roberto Ardenghy, nesta terça-feira (1º), em coletiva de imprensa, no Rio de Janeiro (RJ).

Os debates também vão dar destaque à transição energética e à descarbonização, além das tecnologias de baixo carbono, dos biocombustíveis e novas energias. Completam a lista de temas: inovação, tecnologia e digitalização; e mercados, investimentos e regulação. “Inovação é a chave da nossa indústria. Se a gente quiser continuar oferecendo energia pro mundo, vamos ter que melhorar, cada vez mais, o nosso aspecto tecnológico inovador”, ressaltou Ardenghy.

Em relação à transição energética, o IBP avalia que os patamares de preço do petróleo justificam a inserção cada vez maior de alternativas aos combustíveis fósseis. “Vários dos painéis serão direcionados para essa questão de como é que essas energias — biocombustíveis, hidrogênio, eólica offshore, geotermia (…) — se inserem nesse contexto energético mundial”, disse Ardenghy.

A organização informou que 13 pavilhões serão ocupados por delegações estrangeiras, sendo três ocupados pela China. Nesta edição, os Estados Unidos, por meio da USA Export Agency, terá novamente um pavilhão — o que não ocorria nesse evento desde 2014. A Índia voltará a ter um espaço dedicado e a Espanha terá um pavilhão pela primeira vez. Outros estreantes no evento são o Vietnã e o Japão. Países como Azerbaijão e Angola também vão enviar delegações. O IBP destacou ainda os participantes tradicionais, como Argentina, França e Noruega.

Haverá ainda um espaço para as delegações promoverem reuniões, independente de áreas de convivência próprias na feira. Segundo o IBP, pelo menos, oito delegações independentes virão para o espaço, entre elas a Guiana e Suriname. Ardenghy também confirmou a presença de uma delegação com representantes de empresas venezuelanas. “Além desses 13 pavilhões [estrangeiros], a gente tem outras delegações que vêm participar do Congresso, se registrando no evento através de um programa que a gente tem de atração de delegações internacionais”, acrescentou o diretor-executivo corporativo Interino do IBP, Victor Montenegro.

A abertura terá Magda Chambriard, presidente da Petrobras e do conselho do IBP. O presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, também vai participar da abertura. O país africano tem a quarta maior reserva de gás natural do mundo e um grande potencial a ser explorado. “Estamos trazendo também porque é um país de língua portuguesa, onde vemos que as empresas brasileiras teriam muita facilidade de entrar no mercado de Moçambique. Ele vai apresentar as oportunidades, mas também vai interessar eventualmente empresas brasileiras”, disse Ardenghy.

Fonte: Portos e Navios.