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Clippings - 24/05/24

Cenário hídrico adotado pelo MPor reforça necessidade de dragagens em trechos críticos

Foto Agência Brasil

Ministério de Portos e Aeroportos avalia que governo tem papel de executor de obras estratégicas para evitar ‘desastre logístico’, em caso de nova estiagem no norte do país

O secretário nacional de hidrovias e navegação (SNHN), Dino Batista, afirmou que a atividade de navegação interior no país enfrenta problemas distintos que, muitas vezes, precisam do papel do Estado como executor de obras estratégicas, sobretudo no caso de dragagens. A pasta trabalha com a visão de que cada problema precisa ser atacado de forma específica e que, mesmo com as futuras concessões hidroviárias, as obras públicas continuarão a ser necessárias.

Além do desastre causado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, a secretaria recém-criada tem na agenda o enfrentamento de potenciais problemas relacionados às mudanças climáticas, entre os quais a estiagem no Rio Paraguai, que foi reconhecida pela Agência Nacional de Águas (ANA), assim como uma possível nova dificuldade de navegação no Amazonas e no Madeira.

Batista ponderou que, apesar de não serem eventos comparáveis à situação enfrentada no sul, a repetição de uma estiagem severa como a vivenciada no último trimestre de 2023 no norte do país pode produzir um verdadeiro ‘desastre logístico’. Ele acrescentou que o planejamento não conta com a possibilidade de o fenômeno climático La Niña, eventualmente, trazer chuva além da média.

O secretário destacou que a dragagem do Rio Madeira já está contratada, o que deixa o corredor numa posição um pouco mais confortável quanto à execução do serviço necessário para que a navegação aconteça. No Amazonas, o governo olha para quatro trechos principais: Manaus-Itacoatiara, subdividido nas regiões do Tabocal e da Foz do Madeira, além de outros como Codajás-Coari, onde existe um fluxo importante de combustíveis, além de trechos vitais para o transporte de passageiros ligando localidades de Benjamin Constant com Tabatinga e São Paulo de Olivença.

“Trabalhamos com a necessidade do governo fazer as obras necessárias para garantir a navegação nesses trechos”, na última semana, durante o evento Centro-Oeste Export, em Goiânia (GO). Segundo o secretário, o cenário hídrico utilizado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é que o quadro será parecido ao vivenciado no ano passado, o que reforça a necessidade das dragagens, que vêm sendo conduzidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Todos esses trechos estão sendo trabalhados de maneira prioritária pelo governo federal para podermos continuar com navegação, mesmo tendo uma estiagem semelhante ao que tivemos ano passado”, garantiu Batista.

Fonte: Revista Portos e Navios