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Clippings - 25/11/14

Cerca de US$ 2,4 bi já foram aplicados na CSP

Já tendo aplicado US$ 2,4 bilhões em seu projeto de implantação, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) – que está com 70% das obras concluídas – tem incentivado um maior grau de qualificação de empresas cearenses, sobretudo nas áreas de prestação de serviços e no setor metalmecânico, para o qual há a expectativa de novo avanço quando iniciarem as operações do empreendimento, previstas para até dezembro de 2015.

Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos do Ceará (Simec-CE), Ricard Pereira, as empresas locais “não estavam preparadas para atender a expectativa de fornecimento de um projeto tão complexo”, mas, através de programas realizados pela própria siderúrgica, empresários do Ceará sofreram mudanças e passaram a fornecer produtos de maior valor.

Segundo Pereira, a expectativa é que as empresas também passem por um processo de aprimoramento quando a siderúrgica entrar em operação e começar a demandar novos itens. “Com o decorrer do projeto e, principalmente, com a CSP em funcionamento, nós vamos ter, na parte de manutenção pesada, (a demanda por) produtos de maior valor agregado. Nós estamos trabalhando pra isso. Não só o próprio sindicato, mas também a própria CSP”, indica.

Aprendizagem

“Tudo tem sua curva de aprendizagem. Se você começa simples, você pode continuar simples ou buscar o complexo. Acho que, aqui, se a gente começou simples, nós vamos subir e virar potenciais recebedores de produtos complexos, (já que) a tecnologia que vai ser trazida e a demanda vão fazer com que tudo isso evolua”, acrescenta o presidente da CSP, Sérgio Leite.

Na noite de ontem, Leite apresentou o status atual da construção da siderúrgica e comentou acerca do impacto que o empreendimento deverá trazer para o Ceará. A expectativa é que a atividade da usina corresponda a 12% do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará quando a companhia estiver em operação.

A apresentação de ontem, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec) contou com a presença do embaixador da Coreia no Brasil, Bon-woo Koo. Segundo o embaixador, a CSP deverá se tornar um “projeto símbolo de cooperação e de investimentos no Brasil”. De acordo com ele, diversas empresas coreanas estão acompanhando a construção da usina. O sucesso da CSP poderá atrair novos empreendimentos da Coreia do Sul para o Ceará.

Produção

Quando iniciar a operação, a CSP produzirá 3 milhões de toneladas de placas de aço a cada ano. Para isso, irá adquirir minério de ferro da Vale – uma das sócias do empreendimento. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, 70% do minério virá de Carajás, no Pará, enquanto 30% virão de minas localizadas na região Sudeste. Ao todo, 77% dos trabalhadores que atuam na construção são cearenses, enquanto 17% são de outros estados e 6%, coreanos.