O vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, garantiu que até o fim do ano seu país conseguirá realizar a certificação de novos campos de exploração de hidrocarbonetos. Com essas reservas certificadas, o país espera poder comprovar que terá como manter os compromissos de venda de gás natural para o Brasil e para a Argentina.
A notícia, publicada nesta quarta-feira (12/7) pelo jornal boliviano La Razón, informa que essas novas reservas começam a ser certificadas pelo campo de Caipipendi. “Nossas reservas garantiriam as exportações para o Brasil e para a Argentina, para o consumo interno e para o programa de industrialização”, afirmou.
A notícia sai poucas semanas após estudo da EPE sugerir que as reservas provadas bolivianos de gás natural seriam de, no máximo, 13 anos, insuficiente para dar conta das exportações e do atendimento de seu mercado interno.
No estudo, a EPE indicava que o Brasil passaria a ter de importar da Bolívia cerca de 15 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) a partir de 2019, metade do volume contratado pelas bases do contrato atual.
Diante do cenário de venda boliviano, estados brasileiros se mobilizam para garantir sua fatia na oferta. Na sexta-feira, o governador do Mato Grosso, Pedro Taques, viajará para Santa Cruz de La Sierra para se reunir com o ministro dos Hidrocarbonetos, Luis Alberto Sanchez, para tratar do fornecimento para o estado brasileiro.