
A CGG está realizando uma campanha sísmica 3D com nodes no campo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos, informou a companhia na segunda-feira (10/5). O contrato foi assinado com a Equinor, operadora do ativo, e a previsão é que os produtos finais sejam entregues dentro de dez meses (março de 2022), caso a campanha seja concluída neste mês, conforme programado.
A campanha cobre uma área de 409 km². Segundo a CGG, a combinação das tecnologias de ocean botton nodes (OBN) e de inversão de forma de onda completa com retardo de tempo (time-lag full-waveform inversion) resultarão em imagens mais detalhadas e confiáveis, trazendo uma visão geológica do pós-sal, intra-sal e, mais importante, dos níveis do pré-sal.
“Com nosso histórico de sessenta anos no Brasil, profundo conhecimento geológico da Bacia de Santos e recursos de imagem proprietários para as águas profundas do Brasil, os clientes sabem que podem contar com nossa experiência e tecnologia para fornecer as melhores imagens possíveis do pré-sal do subsolo para apoiar suas decisões críticas de desenvolvimento de campo”, afirmou a CEO da CGG, Sophie Zurquiyah, em comunicado.
Os dados já estão sendo analisados no Centro de Imagens de Subsuperfície da CGG, no Rio de Janeiro (RJ), mesmo local onde estão sendo processados os dados sísmicos do bloco Ágata, também do pré-sal de Santos.
O primeiro óleo de Bacalhau está programado para ocorrer em 2024. Entre as atividades previstas para a primeira fase de desenvolvimento do ativo, estão a perfuração de até 20 poços pelo navio-sonda West Saturn, da Seadrill, e a instalação do FPSO próprio, em processo de contratação com a Modec.
Fonte: Revista Brasil Energia