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Clippings - 24/08/21

CGX e Frontera iniciam perfuração em águas ultraprofundas na Guiana

Sonda Maersk Discoverer (Créditos: Maersk Drilling)

A CGX e a Frontera Energy iniciaram, no domingo (22/8), a perfuração do poço de exploração Kawa-1, em lâmina d’água inicial de 355 m. O poço está localizado no bloco Corentyne, no offshore da Guiana, e as companhias estimam que o Kawa-1 atingirá sua profundidade total (de 6,6 mil m) na primeira metade de dezembro deste ano.

“Nós acreditamos que esse poço exploratório seja um dos mais interessantes do mundo”, afirmou Gabriel de Alba, presidente do conselho de administração da Frontera e co-presidente do conselho de administração da CGX, em comunicado. Isso porque o alvo principal do Kawa-1 está localizado na trapa estratigráfica da idade Santoniano-Campania, que é interpretada como semelhante às descobertas ao leste do bloco 58, no Suriname.

Ainda segundo o comunicado, o Kawa-1 também deverá penetrar em alvos secundários em uma areia mais rasa da idade Campania e em uma areia mais profunda da idade do Santoniano, com a expectativa de atingir um potencial adicional de hidrocarbonetos.

O poço está sendo perfurado pela sonda Maersk Discoverer, da Maersk Drilling, que também será responsável pela perfuração de um poço adicional no bloco Demerara, “sob termos e condições semelhantes”, segundo Gabriel de Alba. O bloco Demerara é igualmente operado pela joint venture na Bacia da Guiana-Suriname.

“A decisão da joint venture de exercer a opção [no contrato] é um passo importante para manter a continuidade do programa exploratório durante um período de alta demanda na região e de consistência no trabalho com uma equipe familiarizada com a sonda”, segundo o texto do comunicado. A data de perfuração do segundo poço será decidida nos próximos meses.

Os blocos Corentyne e Demerara, no offshore da Guiana (Créditos: CNW Group/Frontera Energy Corporation)
Os blocos Corentyne e Demerara, no offshore da Guiana (Créditos: CNW Group/Frontera Energy Corporation)

Ambos os ativos são considerados de classe mundial, uma vez que o estudo dos recursos prospectivos dos blocos, feito pela McDaniel & Associates Consultants e divulgado em fevereiro, identificou um volume médio de 6 milhões de boe sem risco e 1 milhão de boe com risco.

O offshore da Guiana é explorado por várias majors, como a Total (no bloco 58, onde acumula cinco descobertas) e pela ExxonMobil (no gigante Stabroek). Para o Brasil, em especial, o sucesso de seus vizinhos setentrionais alimenta a esperança de encontrar grandes reservatórios na Margem Equatorial.

Fonte: Revista Brasil Energia