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Clippings - 02/02/10

Chevron e Petrobras farão plataforma em Campos

Estaleiro Floatec Singapore venceu licitação para a construção do projeto da P-61, orçado em US$ 1 bilhão, que utilizará a mesma tecnologia do México.

A Chevron e a Petrobras começam a tirar do papel os planos de produção no campo BC-20, na Bacia de Campos, onde são sócias.

Apesar da Petrobras ser majoritária na empreitada, o projeto, batizado Papa-Terra, é o principal da Chevron no Brasil, com investimento programado de US$ 5,2 bilhões e expectativa de produção de 140 mil barris diários de óleo pesado quando estiver no auge. O início da produção deverá ser em 2013.

Ontem, a Floatec Singapore, associação entre a Keppel Fels e a J.Ray McDermott, anunciou a assinatura de contrato com as duas empresas para a construção da plataforma P-61, que será utilizada em Papa-Terra. As outras empresas que estavam no páreo eram Modec e SBM.

Orçada em US$ 1 bilhão, a P-61 será também a primeira plataforma a operar no Brasil utilizando a tecnologia Tension Leg Wellhead Plataform (TLWP), bastante comum no Golfo do México e no Mar do Norte.

A diferença entre esta tecnologia e a Floating, Production, Storage Offloading (FPSO), a mais utilizada pela Peterobras, é que permite que os equipamentos de produção sejam instalados na própria plataforma, e não no fundo do mar.

A principal vantagem do modelo é o custo menor, enquanto a desvantagem é a necessidade de a plataforma estar bem mais próxima dos poços do que no sistema FPSO.

De acordo com comunicado distribuído pela Floatec, o contrato prevê a desenho do projeto, a engenharia, construção, manutenção e os trabalhos de instalação, além da operação da P-61 por três anos.

A maior parte da plataforma será produzida no estaleiro Brasfles, de propriedade da Keppel Fels, localizado em Angra dos Reis, onde hoje é produzida a P-56.

Pequenos gigantes

Hoje, a Chevron é uma das três principais companhias estrangeiras em exploração de petróleo no País, ao lado de Shell e Devon.

No ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), extraiu de Frade, seu único projeto operação atualmente no país, 227,5 mil metros cúbicos de petróleo, até novembro. Por sua vez, a Shell extraiu 1,56 milhão de metros cúbicos, no mesmo perãodo, e a Devon, 948 mil.

O volume de extração das companhias privadas ainda é baixíssimo se comparado ao da Petrobras, que até novembro havia produzido 100,5 milhões de metros cúbicos. Porém, a produção das companhias privadas deve crescer significativamente no futuro, com a maturação de projetos como Papa-Terra.

Tudo leva a crer que o Brasil será importantíssimo como fornecedor para os Estados Unidos, tendo em vista a segurança oferecida pelo país. Os riscos geopoíticos aqui não chegam a ser um décimo dos encontrados no oriente médio ou na África, afirma João Eduardo de Alves Pereira, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).