
Movimentação de petróleo bruto via navegação de longo curso chegou a 5,15 milhões de t no mês
A movimentação de petróleo bruto via navegação de longo curso alcançou a marca de 5,15 milhões de t no mês de abril – a maior desde o início da série histórica disponibilizada pela Antaq, em 2010. Do total, 4,8 milhões de t foram exportadas, com crescimento de 30% em relação aos níveis de março – os piores do ano –, quando foram exportadas 3,35 milhões de t. Em janeiro, segundo mês com maior volume de exportações, 3,7 milhões de t deixaram o Brasil.
Embora o volume tenha aumentado, a variedade de países importadores diminuiu, com a China concentrando boa parte das exportações. Em abril, o país recebeu cerca de 90% das cargas de petróleo bruto que deixaram o Brasil – aproximadamente 4,3 milhões de t. O aumento coincide com a recuperação na demanda chinesa, que chegou, em abril, a 89% dos níveis vistos no mesmo período de 2019. Em março, a China havia comprado 1,37 milhão de t ou 40% da carga brasileira exportada no período.
Depois do país asiático, Chile (140 mil t), Espanha (138,8 mil t), Peru (138,2 mil t) e Holanda (137,2 mil t) receberam petróleo brasileiro em abril. No mês anterior, o país exportou para a China, Coreia do Sul, Singapura, Espanha, Noruega, Portugal, Estados Unidos, Chile e Santa Lúcia.
No período, o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis, o Terminal de Petróleo do Porto do Açu, no estado do Rio de Janeiro, e o Terminal Aquaviário de São Sebastião, em São Paulo, registraram aumentos de 12%, 38% e 72% na carga transportada para outros países. Em relação a janeiro, o crescimento foi de 8%, 34% e 47%, respectivamente.
O Brasil também ampliou suas exportações de derivados. Em abril, saiu do país 1 milhão de t, crescimento de 89% ano a ano, com importação de 1,57 milhão de t – queda de 17,8% em relação ao mesmo período de 2019.
Apesar da diminuição ante os níveis de 2019, as importações cresceram em abril quando comparadas aos meses anteriores. Com importação de 1,6 milhão de t em janeiro, o volume diminuiu em fevereiro (1,4 milhão de t), voltando a crescer em março (1,45 milhão de t).
Já o transporte de combustíveis via cabotagem permaneceu nos níveis de março, com 10,76 milhões de t de petróleo e derivados movimentados, ante 10,6 milhões de t no mês anterior. Conforme publicado pela Brasil Energia, a instabilidade do preço do barril e o corte de produção feito pela Petrobras podem afetar o transporte na costa do país.
Fonte: Revista Brasil Energia