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Clippings - 02/06/10

Chineses atraídos pelo Solimões

Já estabelecidas no offshore brasileiro, empresas de óleo e gás chinesas voltam suas atenções para atividades em terra no país. As concessões da HRT na Bacia do Solimões, em plena Amazônia, onde mantém 21 blocos, estão na mira de petroleiras como a Petrochina e Sinochem, segundo o diretor de pesquisas da consultora IHS Herold, Michael Wang.

“Trata-se de uma das últimas fronteiras onshore no Brasil”, justificou Wang, durante o seminário IHS Regional Insights, realizado nesta terça-feira (1/6), no Rio de Janeiro. O consultor lembrou que petroleiras chinesas e asiáticas devem gastar cerca de US$ 100 bilhões em aquisições até 2011, o que favoreceria esse movimento.

“As companhias estão brigando para adquirir áreas com expectativa de novas descobertas de alto nível”. Atualmente, a HRT Oil & Gas possui 51% de 21 blocos de exploração na Bacia do Solimões, com uma área em torno de 49 mil km2. O potencial dos blocos seria de até 6 bilhões de barris de óleo leve e de 10 a 20 Tcf (trilhão de pés cúbicos) de gás.

De acordo com Bob Fryklund, vice-presidente da IHS CERA, no entanto, o interesse maior dos asiáticos no Brasil continuará a ser o setor offshore.“Companhias chinesas e sul-coreanas terão como principal objetivo explorar áreas de águas profundas e o pré-sal nos próximos anos”, afirmou.

Peregrino por US$ 15/boe

No final de maio, a Sinochem comprou por US$ 3 bilhões 40% da participação da Statoil no campo de Peregrino, na Bacia de Campos. Segundo Wang, a aquisição foi uma estratégia para assegurar a presença da companhia em uma área de alta relevância.

“Não fosse isso, a Sinochem não teria pago US$ 15 por boe, preço bem acima do mercado. Só para se ter uma idéia, em 2005, a Norsk comprou da Encana o boe na mesma área por US$ 2”, explicou.