A Hope Education, grupo de Hong Kong que adquiriu a unidade da Laureate na Malásia há cerca de dez dias, também tinha intenção de fazer uma oferta pela operação brasileira. No entanto, desistiu nesta semana, segundo fontes.
Com isso, a disputa pela Laureate Brasil fica entre Ânima, Ser Educacional e Yduqs, que entregaram, ontem, suas ofertas já encaminhadas com o contrato assinado. Não houve espaço para negociações entre Laureate e os grupos interessados. Nessa quinta e sexta, o conselho do grupo americano vai analisar as propostas e enviá-las no começo da próxima sem
A Hope Education pagou US$ 140 milhões pela Inti Education e subsidiárias da Laureate no país asiático. O grupo chinês é um dos maiores em seu país, com quatro faculdades de graduação, cinco faculdades vocacionais e uma faculdade técnica, segundo informações no site da empresa.
Segundo uma fonte, o alto valor da transação e a falta de sinergias com as demais operações do grupo, inclusive com a unidade da Laureate na Malásia, podem ter desestimulado a Hope Education a seguir na negociação.
A falta de sinergias entre as operações nos diversos países em que a Laureate opera foi um dos motivos dos prejuízos do grupo. O fundador da Laureate, Douglas Becker, idealizou o grupo com operações no mundo todo para que houvesse integração entre os países, mas em cada região há regras e regulações de educação distintas o que inviabilizou esse pro
A unidade brasileira, com 267 mil alunos, é a maior do grupo americano. A Laureate estima encerrar esse ano com uma receita na casa dos US$ 2,5 bilhões e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado entre US$ 510 milhões e US$ 540 milhões e 786 mil estudantes matriculados.
A operação brasileira registrou uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões e Ebtida ajustado de R$ 413 milhões nos últimos 12 meses encerrado em março.
Fonte: Valor Econômico