A ICBCL, subsidiária do banco chinês ICBC, planeja manter no Brasil as sondas Pantanal e Amazônia, que pertenciam à Schahin. As unidades, que estão docadas na Ilha de Santana, em Macaé (RJ), foram retomadas pela empresa de leasing chinesa após o cancelamento de um contrato de R$ 3 bilhões acertado com a empresa brasileira.
De acordo com Gustavo Shinohara, sócio-diretor da Bambu – empresa contratada pelo ICBC para fazer a manutenção das sondas – a idéia é buscar novos contratos de operação para as semissubmersíveis no país, o que seria feito pela própria Bambu em parceria com a COSL, subsidiária da estatal chinesa CNOOC.
Fundada por ex-funcionários da Schahin, a Bambu também planeja oferecer serviços técnicos no segmento subsea, como inspeção de risers e BOPs, e já atua como representante comercial de empresas estrangeiras, como a italiana Hit Valve, que fabrica válvulas para FPSOs.
Hoje em recuperação judicial, a Schahin teve cinco contratos de operação de sondas com a Petrobras rescindidos no início deste ano: além da Pantanal e da Amazônia, foram descontratadas a Cerrado e a Sertão – que foram reassumidas por credores e estão hoje no Caribe – e a SC Lancer, que se encontra na costa do país.
Com 140 funcionários, incluindo tripulação, a companhia abriu recentemente uma filial em Macaé (RJ). “Sabemos que a situação brasileira no curto prazo é difícil, mas acreditamos na recuperação das atividades no país nos próximos anos”, comentou Shinohara.