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Clippings - 30/10/19

Cidade do Rio de Janeiro vai virar sucata na Turquia

FPSO da Modec passará por reparos no Espírito Santo antes de deixar o Brasil

Por João Montenegro   

Foi publicada na terça-feira (29/10), no Diário Oficial da União, resolução da Antaq para acelerar a emissão de certificados de autorização de afretamento para as embarcações estrangeiras Boka Manta e Boka Sherpa, da Boskalis. A medida atende a pedido feito pela Modec, que pretende utilizar os navios no deslocamento do FPSO Cidade do Rio de Janeiro para o Estaleiro Jurong Aracruz (ES), a fim de mitigar o risco de eventual afundamento da plataforma.

Como informado pelo PetróleoHoje, a Modec notificou, no fim de agosto, as autoridades brasileiras sobre a existência de trincas no casco do FPSO, que está em processo de desmobilização no campo de Espadarte, na Bacia de Campos. As autoridades determinaram, então, que a unidade fosse retirada do país até 1º de fevereiro de 2020.

Após estudos, a operadora concluiu que a solução mais indicada seria rebocar o navio-plataforma para um ponto da costa brasileira antes de sua partida, tendo em vista o potencial de aumento do dano durante seu deslocamento para o exterior. Assim, foi assinada carta de intenções com o Jurong Aracruz para realização de limpeza e reforço estrutural de seu casco. Depois disso, o plano é levar a unidade para uma planta de reciclagem na Turquia.

A Modec chegou a contratar o AHTS Skandi Peregrino, do grupo DOF, para apoiar as operações de desmobilização e reboque do FPSO, mas a embarcação não tinha disponibilidade para além de 25 de outubro, pois já possuía contrato vigente iniciando-se após essa data. Diante disso – e sem que conseguisse encontrar barcos brasileiros com as especificações necessárias disponíveis –, a companhia contratou os rebocadores da Boskalis.

Procurada, a Modec informou que o FPSO Cidade do Rio de Janeiro permanence na Bacia de Campos e que seu deslocamento ainda está em fase de planejamento. A companhia ainda lembrou que a tripulação da unidade foi evacuada em agosto e que, desde então, equipes de salvatagem trabalham em atividades preparativas para o descomissionamento da embarcação e na remoção de resíduos armazenados na plataforma.

O grupo que trabalha nas decisões relativas à situação do navio-plataforma é formado pela Modec, Marinha do Brasil e Petrobras, com a ANP participando em segundo plano. Todas as decisões precisam passar pelo crivo da Petrobras, que é quem responde pela concessão.

Operado pela Modec e a serviço da Petrobras desde 2007, o Cidade do Rio de Janeiro encerrou seu ciclo de produção em julho de 2018.

 

Fonte: Revista Brasil Energia