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Clippings - 11/05/23

Classificação do gasoduto do BM-C-33 foi essencial para o projeto, afirma a Equinor

Sede da Equinor em Stavanger, na Noruega (Foto: Reuters)

A confirmação da classificação do gasoduto de Pão de Açúcar como de escoamento pela ANP foi essencial para a seleção do conceito e evolução do BM-C-33, afirmou a presidente da Equinor Brasil, Veronica Coelho, em carta enviada à agência reguladora na segunda-feira (8). O FID do BM-C-33 foi anunciado no mesmo dia.

O gasoduto de Pão de Açúcar será responsável por escoar o gás que será processado no FPSO do projeto BM-C-33 em direção a Cabiúnas, em Macaé (RJ), sem a necessidade de processamento em uma UPGN em terra. O empreendimento terá 200 km de extensão, formado por dutos de 24″ (trecho de águas ultraprofundas e profundas) e de 22″ (trecho de águas rasas) de diâmetro, segundo a apuração do PetróleoHoje.

“Estimamos que até 50 mil empregos diretos e indiretos poderão ser criados durante a fase de projeto e vida útil do campo”, continua a presidente da Equinor Brasil na carta. O consórcio que opera o bloco – formado por Equinor (35%, operadora), Repsol Sinopec Brasil (35%) e Petrobras (30%) – investirá cerca de US$ 9 bilhões no projeto, com a expectativa de iniciar a produção, estimada em 16 milhões de m³/dia, em 2028.

Em complemento, Coelho também afirma que a companhia deverá investir cerca de US$ 26 bilhões no Brasil entre 2009 e 2030. “Temos uma perspectiva de longo prazo no país, com estratégia de crescimento em todos os setores de energia. Nosso portfólio no país é robusto, com ativos em todas as fases, da exploração à produção, além de projetos importantes em energias renováveis”, finaliza a executiva na carta.

No Brasil, a Equinor é operadora do campo de Peregrino (60%), localizado na Bacia de Campos, e do campo de Bacalhau (40%), no pré-sal da Bacia de Santos, além de deter uma participação de 25% no campo de Roncador, em Campos, e de operar o BM-C-33. Na fase de exploração, opera o bloco C-M-539 (35%) e possui parcela nos blocos Uirapuru (28%), C-M-657 (30%), C-M-709 (20%), localizados em Campos e Santos.

Fonte: Revista Brasil Energia