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Clippings - 30/03/21

CMA CGM desvia 2 navios para rota pelo Cabo da Boa Esperança

Arquivo

Para cargas a serem carregadas, empresa considera rotas marítimas alternativas, serviços ferroviários ou soluções de frete aéreo.

 O grupo CMA CGM decidiu desviar alguns dos navios de sua frota ao redor do Cabo da Boa Esperança. Para mitigar o impacto da interrupção do tráfego no Canal de Suez em seus embarques, a empresa optou pela rota alternativa para os navios CMA CGM Leo, do serviço Colombus Jax (Extremo Oriente-Costa Leste e Costa Oeste da América do Norte), e CMA CGM Attila (PEX3 — Ásia-Golfo do México-Flórida). A via marítima foi obstruída na última terça-feira (23), quando o navio Ever Given, operado pela Evergreen, encalhou durante a travessia. O navio, com capacidade nominal de 20.000 TEUs, é um dos maiores em operação no mundo.

210329-cma-cgm-impacto-canal-suez.jpg“Para cargas em trânsito (tabela), estamos trabalhando em nossos planos de recuperação de schedule (agendamento) após a passagem para limitar o atraso no destino”, informou a CMA CGM. Já para as cargas a serem carregadas, a empresa considera rotas marítimas alternativas, serviços ferroviários ou soluções de frete aéreo com a CMA CGM Air Cargo.

O grupo afirmou em nota que passou a monitorar a situação no canal, em contato próximo com suas equipes e autoridades locais. Apesar das tentativas de reflutuação realizadas pelos proprietários do navio em coordenação com as autoridades competentes, mais de 300 embarcações ainda aguardam passagem. A lista de embarcações impactadas será atualizada regularmente no site da empresa.

Na última sexta-feira (26), o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave) informou que seus associados acompanham de perto as operações em andamento para a reflutuação do navio, as quais considera estarem sendo feitas em alto nível técnico. A entidade acrescentou que os transportadores de longo curso analisam, onde necessário, todas as alternativas possíveis para minimizar quaisquer possíveis impactos a seus clientes globais, incluindo eventualmente o redirecionamento de navios para rotas mais longas como a do Cabo da Boa Esperança, pelo sul da África, caso haja necessidade.

Em nota, o Centronave advertiu que qualquer previsão sobre o impacto do encalhe do Ever Given em Suez para a cadeia global de suprimento e do comércio exterior brasileiro, é muito prematura e incompleta, neste momento. A entidade, que reúne as 19 maiores empresas de navegação de longo curso atuando no Brasil, afirma que as principais rotas marítimas que ligam o Brasil a seus parceiros comerciais são diretas e não transitam pelo Canal de Suez.

Fonte: Revista Portos e Navios