
O estaleiro chinês Hudong Zhonghua está se preparando para entregar uma nova classe de navios porta-contêineres movidos a GNL para a CMA CGM. Esta será a segunda classe de navios porta-contêineres de duplo combustível construídos pelo estaleiro para a transportadora francesa. Estes navios porta-contêineres bicombustíveis operarão em rota sul-americana.
O primeiro dos seis navios, CMA CGM “Bahia”, saiu do dique seco em 15 de maio. O estaleiro informa que concluiu recentemente testes regulares de mar, enquanto o segundo navio está sendo equipado. O terceiro, que será o CMA CGM “Paraty” , foi lançado esta semana enquanto decorrem as obras do dique seco do quarto navio. As obras de doca do quinto navio deverão começar na segunda-feira (25).
O terceiro navio da classe saiu do dique seco em 20 de setembro. Os seis navios da classe terão capacidade de 13.200 TEUs. São parte de uma encomenda global de mais de US$ 2 bilhões feito pela CMA CGM em 2021. As entregas deverão começar antes do final deste ano.
Segundo o estaleiro, os novos navios incorporam vários avanços em seu design em relação aos pioneiros de 23.000 TEUs entregues anteriormente à CMA CGM. Os dessa nova geração têm 336, metros de comprimento, boca de 51 metros e 145.650 dwt. As embarcações têm características de carregamento flexível de contêineres para maximizar a eficiência operacional, bem como uma planta e design de propulsão que economizam energia.
Os navios incorporam um pára-brisa de proa que a CMA CGM começou a testar este ano. Mais aerodinâmico e curvo em seu formato, o para-brisa cria mais fluxo de ar ao redor do casco. A CMA CGM passou mais de seis meses desenvolvendo e instalando o protótipo em algumas de suas embarcações.
Os novos navios também ostentam a pintura verde dos navios maiores movidos a GNL. Segundo o estaleiro, estes novos navios adotam o sistema de contenção de carga líquida Mark III e estão equipados com tanques de GNL de 14 mil metros cúbicos. O motor principal do navio foi atualizado e emprega um sistema de recirculação controlada de gases de escape de nova geração, que pode reduzir o escape de metano em até 50% e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 28%.
Fonte: Revista Portos e Navios