As negociações para a reestruturação da dívida de US$ 5,6 bilhões da CMA CGM têm tomado um novo e decisivo rumo: os potenciais investidores no grupo se uniram aos bancos para trabalhar na reestruturação.
O encontro, que promete ser crucial para o futuro do grupo, começou a ser organizado ontem pelo ministro das Finanças da França e, de acordo com uma reportagem, poderia se estender até hoje.
Membros da direção do grupo, representando os 63 bancos credores envolvidos nas conversas de reestruturação, deverão se juntar às companhias de investimentos Apollo Management e Butler Capital e o banco de investimentos Goldman Sachs, conforme reportagens da mídia francesa.
A mesma fonte disse que o grupo de transporte e indústria Bolloré e o Louis Dreyfus Armateus haviam sido convidados, ainda que outras fontes tenham dúvidas a esse respeito.
O presidente da CMA CGM disse recentemente que está olhando para fundos de private equity para oferecer ao grupo entre US$ 300 a US$ 400 milhões em fundos para um perãodo de cinco a sete anos, mas, enquanto isto não acontece, não houve nenhuma declaração de voluntários para desempenhar esse papel.
A Apollo Management e Butler Capital declararam ter feito pedidos de informações a respeito da aflitiva situação do grupo marítimo.
O diário francês de negócios Les Echos disse que o estado francês poderia ser reticente em ter seu próprio fundo soberano, FSI, investindo no grupo, mas também poderia estar pronto a oferecer aos bancos contra-garantias para a CMA CGM contra os riscos associados aos financiamentos de novos navios em construção.
O governo francês é entendido como uma nova figura para desempenhar o papel de gestor do grupo ao lado de Mr. Saadé.