A CNOOC pretende produzir entre 470 milhões de boe a 485 milhões de boe em 2016, numa média de 1,3 milhão de boed, mantendo o nível de 2015. A companhia chinesa informou que pretende aumentar aos poucos a produção nos próximos dois anos, com o planejamento de produzir 484 milhões de boe em 2017 (1,32 milhões de boe/dia) e 502 milhões de boe em 2018 (1,37 milhão de boe/dia).
Para 2016, a expectativa é de que 66% da extração seja realizada na China e o restante venha dos ativos internacionais da empresa. Atualmente, a companhia tem 20 projetos em fase de construção, dos quais quatro devem produzir o primeiro óleo este ano.
A CNOOC informou que o capex total de 2016 será de, no máximo, US$ 910 milhões (RMB 6 bilhões), dos quais 19% irão para a área de exploração, 64% para desenvolvimento e 13% para a produção. Este ano, a companhia planeja perfurar 115 poços exploratórios e adquirir cerca de 10 mil km de sísmica 2D, além de 14 mil km² de dados 3D.
Em nota, a empresa chinesa explicou que reconhece que o capex é baixo, mas que pretende alcançar as metas anuais com controle de custos e aumento da eficiência. “Em resposta ao contínuo desafio dos preços baixos do óleo, manteremos uma política financeira prudente e aumentaremos as medidas de controle de custos, com o objetivo de realizar progressos em todo o negócio, tanto na exploração quanto no desenvolvimento e na produção”, afirmou Zhong Hua, CFO da companhia.
No Brasil, a CNOOC detém 10% de participação na área de Libra, operada pela Petrobras (40%), em parceria com CNPC (10%), Shell (20%) e Total (20%). A companhia chinesa chegou a ser habilitada para a 13ª Rodada brasileira, mas não participou do leilão.