
O CNPE aprovou, na terça-feira (20/4), resolução que institui o Programa Combustível do Futuro, que visa impulsionar o uso de combustíveis com baixa intensidade de carbono no modal rodoviário, aéreo e marítimo, bem como fortalecer o desenvolvimento tecnológico nacional.
O programa será responsável por realizar estudos e criar condições necessárias para que esses combustíveis sejam utilizados pelas empresas e consumidores finais. Além disso, a iniciativa também avaliará a eficiência energético-ambiental dos combustíveis por meio da análise do ciclo de vida.
No modal rodoviário, mais especificamente no Ciclo Otto, serão estudados combustíveis com alta octanagem e baixa emissão de carbono; a promoção da utilização em larga escala do etanol de segunda geração; e o incentivo à célula combustível a etanol.
No Ciclo Diesel, o programa vai buscar a criação de corredores verdes para o abastecimento de veículos movidos a biometano, gás natural ou GNL. Também serão trabalhados os combustíveis sustentáveis e de baixo carbono, como o diesel verde, o biodiesel e os combustíveis sintéticos.
No setor aéreo, a ideia é criar condições necessárias para introdução do bioquerosene de aviação na matriz de transporte nacional, para uma política integrada desse biocombustível com o diesel e a nafta verde.
No modal marítimo, o MME afirmou que irá buscar a inserção de combustíveis sustentáveis nesse modo de transporte, mas não especificou qual combustível será priorizado.
O programa também citou outras áreas importantes para a descarbonização, como o desenvolvimento de um arcabouço legal e regulatório para a captura e armazenamento de carbono, seja na produção de biocombustíveis ou de hidrogênio azul; assim como o incentivo para que operadores de óleo e gás invistam em P&D em temas relacionados ao projeto do governo.
Foi criado também o Comitê Técnico do Combustível do Futuro (CT-CF), que será composto por quinze órgãos e coordenado pelo MME. O comitê será responsável por propor metodologia de avaliação do ciclo de vida dos combustíveis e por fornecer, ao cidadão, informações adequadas para a escolha consciente do veículo em relação aos aspectos de eficiência energética e ambiental, entre outras funções.
O Programa Combustível do Futuro possui, como diretrizes, outros programas como o RenovaBio, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), o Programa de controle de emissões veiculares (Proconve), o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE), o Rota 2030 e o selo CONPET.
Fonte: Revista Brasil Energia