Preparar o Porto de Santos para receber constantemente navios com 366 metros de comprimento – atualmente, são menos de 1% dos que escalam na região – está entre os planos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a administradora do complexo, para os próximos anos.
Tal objetivo exigirá investimentos no canal de navegação, mas a empresa admite que não será possível manter a via de acesso aquaviário com mais de 17 metros de profundidade. Assim, uma das possibilidades de expansão do complexo será implantar terminais em águas profundas, no exterior da Baía de Santos, o projeto que começa a ser estudado. “Nosso sonho de consumo é garantir a entrada de navios com 366 metros de comprimento.
Para isso, precisaremos aprofundar, melhorar o traçado e a largura das curvas”, destacou o diretor-presidente da Codesp, Angelino Caputo e Oliveira.
Segundo o executivo, isso será possível quando for implantado o Plano Nacional de Dragagem (PND) 2, provavelmente em 2017. O programa deixará o canal do Porto com 17 metros de profundidade e cerca de 14,5 metros de calado operacional (distância vertical da parte da embarcação que permanece submersa).