Na próxima semana ocorre fase de habilitação.
A Codesp, estatal que administra o Porto de Santos, indeferiu os recursos apresentados pelas empresas que disputam a licitação do terminal de líquidos na Ilha Barnabé. Dessa forma, o consórcio Vopak (formado pela Vopak Brasil e VPK Participações e Serviços) permanece na disputa com a melhor proposta de preço para administrar a instalação. A próxima fase do leilão será no dia 27, terça-feira, às 15 horas, quando ocorre a fase de habilitação. A decisão da comissão será publicada no DOU (Diário Oficial da União) de hoje.
Segunda colocada na etapa Oportunidade de Negócios, a Deicmar Armazéns Alfandegados de Guarulhos entrou com recurso administrativo solicitando a desclassificação do consórcio Vopak, que apresentou a melhor proposta de preço, com ágio de R$ 52.758.037,59. A oferta da Deicmar foi de R$ 16.170.053,00.
A empresa alega que a classificação foi equivocada porque o consórcio não apresentou documento comprobatório da condição dos representantes legais nem credenciamento, conforme exigido no item 32 do edital de licitação. Além disso, a proposta de oferta pela Oportunidade de Negócio não contemplava informações de caráter obrigatório exigidas pelo edital.
Faltava, por exemplo, o valor global do contrato, explicou o diretor da Deicmar, Gerson Foratto. São dois vícios seríssimos e a Deicmar obviamente apresentou à comissão de licitação, disse Foratto em entrevista ao Guia Marítimo antes de saber o resultado. Na ocasião, o executivo afirmou que se eventualmente a comissão validasse o resultado, a Deicmar recorreria da decisão na Justiça. O terceiro colocado no item preço foi o consórcio Terminais Ultra, que ofertou ágio de R$ 3.700.000,00 pelo local.
Já a Vopak declarou em nota, antes de saber o resultado, estar ciente dos recursos administrativos pedindo a anulação do processo licitatório junto à Codesp. A Vopak declara que cumpriu todos os requisitos da licitação contidas no edital e aguarda o julgamento do comitê de licitação.
Expansão
A Deicmar, cujas atividades como despachante aduaneira tiveram início há 65 anos, é a mais tradicional operadora privada de cargas breakbulk do Porto de Santos – é a única que conta com um terminal marítimo dedicado ao segmento, na margem direita do porto. Mas a companhia quer ampliar o leque de atuação com um terminal de granéis líquidos. Muitos dos seus clientes de projeto pertencem a grupos com atividade também no setor químico.
Se não vencermos a licitação na Ilha Barnabé, continuaremos a procurar oportunidades, disse Foratto. Além de Santos, ele também destaca potencial em São Sebastião, no litoral Norte de São Paulo. A área do terminal na Ilha Barnabé tem 39 mil metros quadrados com potencial de mais 14 mil metros quadrados de expansão.