A Codesp, estatal que administra o Porto de Santos, revisou para cima a expectativa de movimentação neste ano, que deverá superar 93 milhões de toneladas. Se confirmado, o resultado representará aumento de 12% sobre 2009, quando Santos escoou pouco mais de 83,1 milhões de toneladas. Tendo respondido por um fluxo equivalente a US$ 42,9 bilhões, o porto mantém a participação de quase um quarto da balança comercial brasileira.
A projeção positiva para o ano é resultado do bom desempenho do primeiro semestre, que registrou recorde para o perãodo. Ontem, dia 27, a estatal divulgou que foram movimentadas 44,8 milhões de toneladas no intervalo entre janeiro e junho – incremento de 16,6% em relação ao apurado no ano passado.
O aumento das importações em 49,6%, para 14,6 milhões de toneladas, contribuiu para o resultado. Já o salto percentual das exportações foi menor: de 5,3%, chegando a 30,1 milhões de toneladas.
A movimentação de contêineres cresceu 17%, totalizando 1,2 milhão de Teus (unidade equivalente a um equipamento de 20 pés), patamar semelhante ao de 2008.
A carga que mais se destacou na exportação foi, mais uma vez, o açúcar, com crescimento de 12,6%, para 7,8 milhões de toneladas. Os embarques da soja em grãos aumentaram 8,9%, para 7,3 milhões de toneladas. Na importação, o carvão registrou incremento de 63,6%, perfazendo 1,7 milhão de toneladas. A movimentação de veículos totalizou 160,9 mil unidades, aumento de 85,1% sobre o primeiro semestre de 2009.
Apesar dos aumentos, o número de navios que atracaram em Santos diminuiu 2,1% em relação ao mesmo perãodo do exercício anterior, o que, segundo a Codesp, denota os efeitos da manutenção das profundidades no complexo santista.
Mercados
As principais origens dos produtos que chegaram ao Porto de Santos no primeiro semestre foram os Estados Unidos (25,6% do total das importações), Argentina (8,6%), China (8,1%), Alemanha (4,4%) e Austrália (3,8%).
Os destinos das mercadorias exportadas a partir de Santos foram, principalmente, a China (24,1%), Países Baixos (7,0%), Rússia (4,6%), Estados Unidos (4,2%) e Índia (3,8%).