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Clippings - 31/05/10

Com a Petrobras Gás, Araraquara abre as portas a novos investimentos

A compra da Gas Brasiliano pela Petrobras por meio de sua subsidiária Gaspetro, anunciada nesta semana, significa para Araraquara muito mais que um grande avanço em seu processo de diversificação econômica. O negócio insere a cidade e a região no panorama extremamente promissor de expansão energética do País, fundamentado pela nova era de exploração e produção das camadas do pré-sal, que vai sacudir as bases da economia nacional nas próximas décadas.

Há tempos a Petrobras almejava abocanhar uma fatia do mercado paulista. Na década passada, quase fechou negócio com a Comgás. Por isso, não foi à toa que, agora, a estatal pagou US$ 250 milhões para ficar com a rede de distribuição da Gas Brasiliano, que abraça 375 municípios do Centro-Noroeste do Estado. A empresa reconheceu em suas manifestações oficiais, após o anúncio da compra, o imenso potencial energético da região de 140 mil quilômetros quadrados e acena com fortes investimentos. Em tese, precisa ao menos cumprir as metas da Gas Brasiliano para 2014, uma produção prevista de 1,2 milhão de metros cúbicos por dia, para os setores industrial e residencial. O objetivo inicial da Petrobras é dominar, a curto prazo, 25% do mercado de distribuição de gás. Depois, com o avanço da exploração do pré-sal, os limites serão muito mais amplos.

Se para a Petrobras o mercado paulista é estratégico, para nossa região torna-se extremamente relevante a nova perspectiva de produção energética. A atuação da Gas Brasiliano em Araraquara, a partir de 2005, quando montou um Centro Operacional, foi bastante modesta. A empresa instalou ramais de distribuição em poucas áreas, atendeu a solicitações de fornecimento para algumas pouquíssimas empresas locais e postos de combustível e praticamente interrompeu a expansão em 2007.

Agora, porém, a situação é diferente e Araraquara pode comemorar em duas grandes frentes. Para o consumidor, a perspectiva de utilização do gás encanado, o chamado ‘gás de rua’, é excelente por vários aspectos. Trata-se de um produto mais barato, de melhor qualidade e distribuído de forma muito mais segura do que os velhos botijões.Da mesma forma, o setor industrial pode comemorar a garantia de fornecimento com o padrão Petrobras, o que não é pouco. E essa vantagem remete à outra frente que merece atenção especial: o posicionamento de Araraquara, com um city-gate próximo, pode ser tornar pólo de atração para novas empresas.

Se o município e a região possuem o privilégio da localização estratégica, vários atributos valorizados pelos investidores e um poderoso cenário produtivo do agronegócio, o funcionamento de uma rede de distribuição de gás abre as portas para novas matrizes industriais. Há tempos, várias empresas que utilizam o gás como importante insumo ‘namoram’ nosso município, mas dependiam de garantias de fornecimento e de preços compatíveis com as alternativas. Agora, o panorama deve mudar. Principalmente, pode ter chegado, enfim, o momento propício para a instalação de uma termoelétrica em Araraquara, antigo sonho várias vezes adiado. Com um projeto estimado em US$ 300 milhões, que possui licença prévia da Secretaria de Meio Ambiente, mais a garantia de que o Governo Municipal vai disponibilizar uma área próxima do Rio Jacaré Guaçu. O interesse do grupo é investir na termoelétrica, em sociedade com a própria Petrobras. Este projeto pode se transformar em uma das âncoras para a expansão prevista pela Gaspetro em sua produção de gás na região. O mesmo raciocínio vale para projetos na área de fertilizantes. Tudo isso pode alavancar de vez o processo de desenvolvimento de nossa cidade.