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Clippings - 16/11/20

Com Biden, agronegócio visualiza comércio internacional menos politizado

Embora os Estados Unidos sejam um dos maiores concorrentes do Brasil, sobretudo em grãos, entidades do setor do agronegócio avaliam que a chegada do democrata Joe Biden à presidência daquele país pode ser positiva para as relações comerciais brasileiras. De acordo com o presidente Institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Cesário Ramalho, a mudança de governo está sendo vista com otimismo pelo setor, pois o que se espera é um comércio exterior menos politizado. A afirmação foi feita durante o Enaex 2020, realizado nesta quinta-feira (12).

Segundo ele, o Brasil não tem o que temer sobre a mudança de governo nos Estados Unidos, principalmente por ser muito competitivo em sua produção agrícola, além de possuir boa práticas produtivas e ambientais. Ele lembrou que o país possui uma das leis ambientais mais robustas do mundo e que isso é importante nesse novo momento em a sustentabilidade ganha destaque globalmente. Ramalho destacou que o novo presidente norte-americano ter uma relação diferente com este tema e que deve assinar o Acordo de Paris.

Para ele, Biden deve estabelecer ainda acordos multilaterais com entidades importantes como a Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como com diversos países, incluindo a própria China. Para o professor de Agronegócio e Coordenador do Centro Insper Agro Global, Marcos Jank, também presente ao evento, é provável, inclusive que a guerra comercial entre os EUA e China acabe rapidamente em um acordo.

“Com Biden é provável que a agenda do multilateralismo retorne. Com o Trump (ex-presidente Donald Trump) existia ataque não só à China, mas até mesmo aos próprios aliados”, afirmou Jank. Ele frisou que o Brasil deve manter uma agenda de cooperação com ambos os países, especialmente a China, principal parceiro comercial brasileiro. Entretanto, ele alertou para o fato de que o país deve buscar a diversificação dos produtos exportados, assim como também de parceiros comerciais.

Jank destacou que o Brasil manteve uma boa balança comercial mesmo em plena pandemia do novo coronavírus, em razão de três fatores principais: da boa produtividade dos agricultores, da taxa de câmbio e da logística de exportação. Segundo ele, o país vem melhorando cada vez mais as saídas importantes para o escoamento do agronegócio, como é o caso do Arco Norte, além de facilitar a saída pelo sul por meio do incentivo às ferrovias.

Fonte: Revista Portos e Navios