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Clippings - 22/11/13

Com grande expectativa, aeroportos de Galeão e Confins vão a leilão

Os cinco grupos são liderados pelas gigantes EcoRodovias, Odebrecht, CCR, Queiroz Galvão e Carioca, que em conjunto com grandes operadoras de aeroportos serão sócios da Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero), que será minoritária com 49%.

A Infraero continuará a administrar o aeroporto nos primeiros 120 dias, acompanhada pela concessionária vencedora. Após esse perãodo, a operadora privada administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero por mais três meses, prorrogáveis por mais três meses.

Para o aeroporto de Confins, o consórcio da Odebrecht leva grande vantagem. Sua sócia, a Changi, foi contratada há cerca de cinco anos pela Infraero para elaborar o plano de expansão do aeroporto mineiro. Por conhecer os detalhes do empreendimento, sai na frente dos concorrentes.

Além disso, em 2012, a sociedade ficou em segundo lugar na briga por Viracopos. O impedimento, na visão oficial, seria o FI-FGTS, acionista da Odebrecht TransPort — que exige retorno mais alto e limita as ofertas.

No caso do aeroporto fluminense, um executivo do setor disse que “ninguém tira Galeão da EcoRodovias”. A empresa já mostrou apetite no leilão anterior – que concedeu os terminais de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). Na ocasião, já tendo como parceira a alemí Fraport, ofereceu R$ 12 bilhões por Guarulhos, ficando em segundo lugar. Só perdeu para a Invepar, que agora virou sua sócia com 15%.

O consórcio da EcoRodovias é beneficiado também por duas fontes de financiamento barato: bancos alemíes e dinheiro dos fundos de pensão estatais (sócios da Invepar). Mas, para o governo, a CCR pode surpreender.

O vencedor de Confins terá entre suas obrigações a construção de novo terminal de passageiros com, no mínimo, 14 pontes de embarque e a ampliação do pátio de aeronaves até 30 de abril de 2016. Os investimentos estão estimados em R$ 3,5 bilhões.

Quem levar o Galeão assume o compromisso de construir 26 pontes de embarque, adequar instalações para armazenamento de carga e ampliar o pátio de aeronaves até 30 de abril de 2016. Também terá que construir um estacionamento com capacidade mínima para 1.850 veículos até o fim de 2015, entre outras exigências. Os investimentos estão estimados em R$ 5,7 bilhões.