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Clippings - 09/07/21

Com proposta única, consórcio Via Brasil vence leilão da BR-163

Grupo formado por Conasa Infraestrutura, Zeta Infraestrutura, Construtora Rocha Cavalcante, Engenharia de Materiais e M4 Investimentos e Participações vai administra trecho entre Sinop (MT) e Miritituba pelos próximos 10 anos. Rodovia é principal rota para escoamento de grãos produzidos no Centro-Oeste.

O consórcio Via Brasil BR-163 vai administrar a rodovia BR-163 nos próximos 10 anos, prorrogáveis por mais dois anos. O grupo formado pelas empresas Conasa Infraestrutura, Zeta Infraestrutura, Construtora Rocha Cavalcante, Engenharia de Materiais e M4 Investimentos e Participações apresentou a única proposta no certame, realizado nesta quinta-feira (8), na B3, em São Paulo. O vencedor apresentou a tarifa de pedágio de R$ 0,07867 por quilômetro, representando deságio de 8,09%. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, foram assegurados R$ 1,87 bilhão para investimentos para a BR-163/230/MT/PA, além de R$ 1 bilhão para serviços operacionais e atendimentos ao usuário.

O governo considerou que o leilão de hoje foi bem sucedido porque alcançou o objetivo principal e porque representa uma concessão de transição até a concessão da Ferrogrão. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que existem conversas com grupos interessados na ferrovia. “[ O leilão da BR-163] é uma concessão que tem o tempo necessário para que a Ferrogrão possa acontecer”, comentou Freitas. Ele acredita que uma futura concessão da ferrovia será importante para captura de cargas e regulação de tarifas no país. O ministro considerou natural que um contrato com prazo mais curto afaste interesse de alguns grupos de investidores. Ele ponderou que o certame foi vencido por empresas que conhecem bem a região do ativo.

O consórcio vencedor no leilão de hoje será o responsável pela gestão dos 1.009,52 quilômetros voltados para a exportação de grãos do Centro-Oeste, entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). A BR-163 é considerada o principal corredor logístico para o escoamento de grãos produzidos no Mato Grosso. Freitas, disse que, a partir da pavimentação concluída no final de 2019, houve redução de 26% do frete na direção do Arco Norte, o que pressionou a uma queda média de 11% no valor do frete agrícola. Ele acrescentou que os terminais localizados acima do paralelo 16 movimentaram praticamente o mesmo volume de grãos dos portos das regiões Sul e Sudeste. Segundo o ministro, o crescimento de terminais em Miritituba é exponencial e o volume de carga movimentado lá será cada vez maior. Ele lembrou que, na última quarta-feira (7), foram assinados dois contratos de adesão para terminais portuários em Miritituba.

O grupo que arrematou o lote do leilão de hoje opera três rodovias no Mato Grosso. Uma delas a MT-320, uma rodovia de 180 quilômetros que sai do trevo de Santa Helena da BR-163 e vai até Alta Floresta. Além dessa, a MT-246, rodovia de 283 Km que sai da BR-163 na altura de Jangda, passa por Tangará da Serra e vai até Itanorte, no trevo da BR-364. A outra rodovia, no Vale do Araguaia, tem 100 Km e liga Alto Araguaia, Alto Taquari e divisa no Mato Grosso do Sul.

O diretor-presidente da Conasa, Mário Marcondes, disse que o consórcio pretende captar recursos não apenas acessando mercado de capitais. “Nos nossos projetos temos várias linhas de financiamento. Ou através de debêntures de infraestrutura — como os projetos que temos em Santa Catarina e no Mato Grosso, ou através dos bancos que aí estão”, disse Marcondes, que representou o consórcio. “A rodovia está inserida na região amazônica e temos o Basa (Banco da Amazônia) que tem linha de crédito para isso e vamos procurar a melhor opção para esse projeto na região”, acrescentou durante a coletiva de imprensa sobre o resultado do leilão.

Fonte: Revista Portos e Navios