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Clippings - 23/05/24

Combinação entre 3R e Enauta poderá competir de frente com a Prio

De acordo com a analista de Pesquisa Upstream da Wood Mackenzie, Amanda Bandeira, a fusão entre as empresas cria uma nova operação que poderá ultrapassar a marca de produção de 100 mil boed

A fusão entre 3R Petroleum e Enauta cria uma nova operação que poderá ultrapassar a marca de produção de 100 mil boed, competindo de frente com a Prio, atualmente a maior operadora independente brasileira no país, afirmou a analista de Pesquisa Upstream da Wood Mackenzie, Amanda Bandeira, em comunicado divulgado na terça-feira (21). 

Em um primeiro momento, a fusão deve focar na integração, segundo a Wood Mackenzie. Mas a consultoria prevê que haverá uma busca, pela empresa combinada, por novas oportunidades de crescimento inorgânico no país ou mesmo internacionalmente. 

“Trata-se de uma fusão complementar entre as duas empresas. A Enauta agrega expertise em operações offshore, enquanto a 3R Petroleum, com um portfólio mais diversificado, traz para a mesa a experiência pesada em operações onshore”, disse Bandeira, segundo o comunicado. 

No médio prazo, a geração de caixa mais forte e a experiência combinada das empresas pode abrir espaço para que a nova empresa seja exposta a atividades mais arriscadas, como a exploração.

“Ambas as empresas possuem áreas de exploração que não tiveram atividades devido a outras prioridades de investimento de capital”, complementou Vinicius Diniz Moraes, também analista de Pesquisa Upstream da consultoria, em comunicado. 

No início deste ano, a Wood Mackenzie publicou o estudo Latin America upstream: 5 things to look for in 2024, que mostra algumas tendências para o upstream de O&G da América Latina em 2024. Uma delas é a negociação entre empresas, devido à suspensão do programa de desinvestimentos da Petrobras. 

Além disso, o Golfo do México pode ser a porta de entrada das operadoras independentes brasileiras no mercado internacional, afirmou o diretor de Pesquisa – Upstream da Wood Mackenzie, Marcelo De Assis, em entrevista à Brasil Energia no início do ano