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Clippings - 11/06/10

Comércio entre Brasil e Irí pode crescer com sanções

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou ontem que as sanções impostas contra Teerí podem criar “uma janela de oportunidades” para o Brasil no âmbito das exportações. Miguel Jorge, que liderou recentemente uma missão empresarial ao Irí, lembrou que, nos últimos cinco meses, a República Islâmica tornou-se o segundo maior comprador de carne brasileira.

– Deve haver uma retração natural da maioria dos exportadores, e isso poderá dar uma oportunidade para o Brasil – avaliou Jorge ao participar do programa Bom Dia Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). – Não é possível que alguém possa criar qualquer obstáculo para que um país venda alimentos a outro país.

As sanções definidas pelo Conselho de Segurança da ONU tratam, basicamente, da exportação de armamento, área em que o Brasil nunca teve pretensões de se inserir.

Afastamento O Irí ameaçou rever seu vínculo com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) por causa da aprovação de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU.

– O Parlamento votará no domingo uma lei prioritária que estipula a redução das relações com a AIEA – informou Esmaeel Kosari, membro do Comitê de Segurança Nacional e Política Exterior do parlamento iraniano.

Fontes diplomáticas indicaram que as sanções contra o Irí devem ser fortalecidas por medidas adicionais tomadas individualmente pelos Estados Unidos e a União Europeia ainda este mês.

Numa tentativa de apaziguar os ânimos, a Rússia advertiu que sanções unilaterais seriam “inaceitáveis” para Moscou. O chanceler Serguei Lavrov disse ainda que as novas sanções da ONU não vão impedir a entrega de mísseis russos S-300 ao Irí.

– A resolução introduz limites à cooperação com o Irí em matéria de armas ofensivas, mas as de defesa não estão incluídas – argumentou.

Liber dade Em um comunicado lido ontem em seu nome, há exatamente um ano da questionada reeleição do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, Barack Obama convocou o resto do mundo para apoiar o povo iraniano “na luta pela liberdade”.

“É responsabilidade de todos os povos e países livres para que fique claro que estamos do lado dos que buscam a liberdade, a justiça e a dignidade, tão certas como a esperança e a história”, afirma o comunicado de Obama.

Os Estados Unidos consideram “decepcionante” o voto contrário do Brasil e da Turquia no Conselho de Segurança para estabelecer novas sanções ao Irí.

– Temos, obviamente, uma abordagem bem diferente – concedeu o portavoz da Casa Branca, Robert Gibbs.