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Clippings - 01/12/23

Comitê espera uso eficiente dos ativos de Santos na expansão dos próximos 10 anos

Arquivo/Divulgação

Comus/ACSP entende que ganhos de produtividade são imprescindíveis até que novos investimentos, a serem definidos e confirmados, comecem a movimentar carga no complexo

O Comitê de Usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo da Associação Comercial de São Paulo (Comus/ACSP) avalia que o complexo portuário de Santos deverá buscar, cada vez mais, o uso mais racional dos ativos existentes e dos acréscimos de capacidade decorrentes de empreendimentos considerados ‘irreversíveis’, que contam com cronogramas de execução e recursos definidos. O Comus entende que ganhos de produtividade são imprescindíveis, até que os novos investimentos, a serem definidos e confirmados, comecem a movimentar carga num horizonte de 10 anos.

O grupo verifica que já estão sendo exigidos ganhos de produtividade do complexo portuário a fim de atender aos volumes programados ou projetados em termos de escoamento das safras do agronegócio e de outras cargas semi faturadas e manufaturadas em contêineres até 2033. O comitê considera importante o planejamento voltado para políticas públicas e a indicação de investimentos prioritários para infraestrutura e ressalta que existem investimentos sendo cogitados, mas que ainda estão sem cronograma de execução e recursos definidos.

“É preciso, na medida do possível, trabalhar de maneira articulada para, fazendo uso mais racional dos ativos, possamos produzir mais movimentação com o que temos, acrescido dos investimentos que julgamos irreversíveis”, analisou o coordenador do Comus, José Cândido de Almeida Senna, durante reunião na última semana, com participação do diretor de gestão e modernização portuária da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), Fábio Lavor.

O Comus entende que intervenções como o aprofundamento do canal de navegação para 16 metros são irreversíveis, bem como os investimentos previstos no novo cronograma da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips) e melhorias em obras de acessos rodoviários. A análise tem como base as reuniões promovidas pelo comitê com cerca de 30 visões de stakeholders desde junho de 2021.

Esta semana, o Comus/ACSP vai discutir uma portaria do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de São Paulo, publicada este mês, que permite a circulação de veículos com mais capacidade (bitrens e rodotrens), restrita a horários noturnos. Senna acredita que a mudança dará melhor distribuição dos níveis de serviço do sistema Anchieta-Imigrantes e, de certa forma, resgatará a figura do ‘usuário 24 horas’.

A leitura é que a consolidação de Santos como hub de contêineres exigirá a interlocução com diferentes stakeholders, inclusive com aqueles fora do complexo portuário santista. O Comus/ACSP identifica a necessidade de trabalhos conjuntos pela transição até 2033. “Pelas avaliações que fizemos, precisamos fazer o melhor uso possível dos ativos que temos, acrescidos dos empreendimentos que consideramos irreversíveis, como canal de acesso, FIPS no horizonte de 10 anos, em que o primeiro acréscimo de capacidade se dará de hoje a 5 anos”, defendeu Senna.

Fonte: Revista Portos e navios