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Clippings - 06/11/18

Companhia aérea de baixo custo do Chile começa a voar no Brasil

Empresa promete passagens a partir de US$ 50 entre Rio e Santiago, mas preço mais baixo em busca na rede é de US$ 81

A empresa aérea chilena de baixo custo (low cost) Sky Airline começou ontem a operar no Brasil, com um voo de Santiago para o Rio. Hoje, dá início às frequências entre a capital chilena e Florianópolis e, no mês que vem, voa para São Paulo (Guarulhos). A estrangeira chega com a promessa de passagens a partir de US$ 50 (R$ 186). Busca feita pelo GLOBO, porém, ainda não mostra bilhetes da Sky com preço abaixo de US$ 81 pelo menos até julho de 2019. No valor final, entram ainda US$ 30 em taxas.

A Sky explicou que diversas variáveis influenciam a tarifa, como dia, horário e demanda por cada voo, contando com apenas algumas passagens a US $50 por avião eque já podem ter sido vendidas para os meses pesquisados.

O Brasil é o quinto país da América do Sul com atuação da companhia, que está perto de 20 destinos. Criada em 2002, a Sky virou uma low cost há três anos. Conta com uma frota de 18 aviões Airb use deve ganhar mais dez até o fim de 2019. A meta és e ramai orem seu segmento na região. Para isso, vai abrir subsidiárias. No segundo trimestre do ano que vem, abre uma base operacional no Perue chega a outro país até 2023. Mas o Brasil não é cotado para uma unidade por causa de limites na regulação para a atuação de aéreas estrangeiras, disse o diretor-executivo da Sky, Holger Paulman, ontem no Rio.

—Começamos pelo Rio porque verifica mosque o preço médio da tarifa para o Chile a partir da cidade é muito caro. Quando começamos avoar para Córdoba, na Argentina, por exemplo, o preço médio das passagens caiu mais de 30%. Emu mano, o movimento de passageiros na rota subiu 150%. É que as concorrentes também aumentam a oferta no trecho —disse Paulman.

O ministro dos Transportes, Valter Casimiro, disse acreditar que está perto de ser aprovado no Congresso o projeto de lei que abre o mercado brasileiro às estrangeiras, permitindo a aquisição de até 100% das companhias locais. A votação está prevista para amanhã. Seria uma passo além da Resolução 400, aprovada há pouco mais de um ano pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que viabilizou a entrada de companhias como a Sky.

OUTRAS TRÊS NA FILA
Outras três estrangeiras de baixo custo — as argentinas Avian e Flybondi e a europeia Norwegian —já pediram autorização para voar para o Brasil. A última delas pode voar para o Rio a partir de março de 2019, diz Luiz Rocha, presidente da RIOgaleão.

— Sem o limite de participação de capital nas empresas nacionais, estrangeiras como a United Airlines, por exemplo, poderiam ter a maioria do capital de empresas do Brasil. Isso pode alavancar a infraestrutura, a frota e os investimentos na aviação — disse o ministro ontem, num encontro com representantes da Sky, da Anac, da Embratur e da concessionária RIOgaleão.

Segundo Cristian Vieira de Reis, gerente de regulação das relações de consumo da Anac, a demora na aprovação do projeto de lei tem feito o Brasil perder bases de operação de aéreas de baixo custo:

— Nos últimos dois a três anos, a Argentina atraiu o equivalente a US$ 5 bilhões em investimentos de quatro empresas estrangeiras low cost. A Argentina flexibilizou antes sua legislação.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) não quis comentar o impacto da entrada de low costs no país. Lembrou, contudo, que as brasileiras sofrem com custos altos, como o do combustível. O querosene de aviação subiu 82% nos últimos dois anos.

 

Fonte: JORNAL O GLOBO (RJ)