A Petrobras decidiu adiar a conclusão do Comperj para além do horizonte do Plano de Negócios 2015-2019, como antecipado pela Brasil Energia Petróleo. A companhia destinou apenas US$ 1,3 bilhão para a unidade, focada na construção da logística da UPGN e o tratamento do gás do pré-sal escoado pelo Rota 3.
A refinaria, que está 82% concluída, receberá até 2019 somente recursos para manutenção dos equipamentos e das obras já realizadas.
Planejada para iniciar a operação em 2012, o primeiro trem de refino do Comperj foi projetado para processar 165 mil b/d de óleo com a produção focada em diesel. A segunda etapa, redimensionada durante a gestão Graça Foster para 300 mil b/d, chegou a ser programada para iniciar em 2018, mas foi cancelada ainda no ano passado. A petroquímica, que dá nome ao projeto, foi descartada pela Braskem.
A Petrobras alocou US$ 11,5 bilhões para o Abastecimento no perãodo 2015-2019, a maior parte em manutenção e US$ 1,4 bilhão para a conclusão da refinaria Abreu e Lima. O primeiro trem da unidade já está em operação desde o final do ano passado, mas está limitado a 64% de sua capacidade de 115 mil b/d até a conclusão do sistema de abatimento de emissões (SNOx). O segundo trem está com as obras paralisadas.
Veja abaixo o investimento previsto para o Abastecimento a cada plano de negócios da Petrobras.