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Clippings - 21/05/21

Concluída primeira fase da licitação do FPSO de Atlanta

FPSO Petrojarl I no campo de Atlanta
FPSO Petrojarl I no campo de Atlanta (Créditos: Linkedin da Enauta)

Enauta qualificou quatro empresas na primeira fase do processo de licitação para adaptação e afretamento do FPSO definitivo de Atlanta, campo de óleo pesado localizado em águas profundas da Bacia de Santos. A petroleira brasileira também abriu negociação direta com a SBM para contratação do serviço de adaptação do turret do FPSO OSX-2, unidade indicada para o projeto.

De acordo com a apuração do PetróleoHoje, foram qualificadas a Altera, BW Offshore, Ocyan e, possivelmente, a Bluewater ou Misc Berhad. Tanto a conclusão da primeira fase da licitação quanto a abertura da frente de negociação direta com a SBM foram realizadas nessa semana.

Além dos quatro grupos qualificados, a Enauta recebeu propostas de outras empresas que não entregaram toda a documentação exigida. A licitação para adaptação do FPSO foi lançada em março.

Concluída a etapa de habilitação e confirmação de interesse prévio, a licitação avança para a segunda e última fase, com entrega de propostas comerciais marcada para novembro.

A decisão de abrir uma frente de negociação direta com a SBM para execução da obra de adaptação do turret do FPSO OSX-2 foi tomada recentemente. A estratégia original da Enauta previa que a empresa vencedora da licitação ficasse responsável também pelo turret, mas o formato se mostrou menos eficiente, sendo revisto.

O FPSO OSX-2 foi construído pela SBM em 2013, contratado, na ocasião, pela extinta OGX. A unidade, que nunca chegou a operar, está parada na Ásia.

A Enauta possui contrato de exclusividade com o pool de bancos que detêm a propriedade da unidade de produção. As empresas interessadas na licitação terão que negociar o contrato de compra da unidade de produção.

O valor de aquisição do OSX-2 é mantido sob sigilo. No entanto, fontes consultadas afirmam que o preço ofertado pela Enauta é bom, o que torna o negócio competitivo. Capacitado com planta de produção de 100 mil barris/dia de óleo, o FPSO terá que ser adaptado para 50 mil barris/dia, tendo em vista um óleo mais pesado de 14º API.

A obra no OSX-2 exigirá também adaptações para operação em lâmina d’água mais profunda, superior a 1 mil m. O contrato do FPSO definitivo de Atlanta terá prazo de afretamento de 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais tempo a depender dos resultados da produção.

O prazo contratual do serviço de adaptação da unidade de produção será de 27 meses. O sistema definitivo de Atlanta está programado para entrar em operação em meados de 2024, interligado de seis a oito poços produtores.

Atualmente, Atlanta produz cerca de 18,5 mil barris/dia de óleo, através de um sistema antecipado de produção, explotado pelo FPSO Petrojarl I, conectado a dois poços.

O FPSO OSX-2 foi construído originalmente para operar no complexo de campos de Tubarão, localizado em águas rasas da Bacia de Campos.

Fonte: Revista Brasil Energia