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Diretor de engenharia da Petrobras destacou aumento da tonelagem de módulos e topsides e carteira de projetos de plataformas da Petrobras até 2028
A Petrobras vê desafios para a indústria nacional em projetos de FPSOs e para a companhia, que deve manter a liderança na carteira de projetos de exploração e produção até 2028. O diretor de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Carlos Travassos, destacou, na última semana, que 2023 será um ano em que a companhia prevê em seu planejamento a colocação de cinco novas unidades em produção. Além do cronograma, ele mencionou a evolução dos projetos, bem como as dimensões desses ativos.
Ele deu como exemplo o aumento gradativo das dimensões e do peso de módulos e topsides ao longo dos anos. Travassos lembrou que unidades replicantes e da cessão onerosa foram montadas com topsides de 25.000 toneladas de peso médio, enquanto as unidades atuais em licitação têm, em média, 50.000 toneladas de peso de topside. Ele contou que os equipamentos para ‘Sépia 2’ e ‘Atapu 2’ podem ultrapassar as 60.000 toneladas.
Travassos explicou que a capacidade de proteção das unidades e a necessidade de capacidade de processamento de gás e injeção de gás têm tornado os módulos muito grandes e os topsides também vêm ganhando peso. Ele ressaltou que essa nova configuração torna o processamento de aço ainda mais importante para a indústria naval, já que duas unidades no passado correspondem a menos de uma unidade no presente.
Apoio marítimo
A Petrobras avalia a oportunidade de encomendar a construção e afretar no mercado nacional em torno de 36 unidades a partir de 2024. Travassos explicou que a empresa faz análises da idade das embarcações que a atendem e projeta até quando essas unidades estarão operacionais. “É um trabalho que faremos no ano que vem de modo a colocar essa oportunidade no mercado”, disse durante o webinar ‘Energy Talks – Revitalização da Indústria Naval’, promovido pela agência EPBR, na última quinta-feira (14).
Fonte: Revista Portos e Navios