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Clippings - 12/09/18

Configuração subsea de Búzios V em aberto

Petrobras poderá utilizar solução híbrida ou inteiramente flexível na conexão do FPSO

A configuração submarina do FPSO Búzios V ainda está em aberto. No edital de afretamento da unidade, a Petrobras exige que a empresa contratada considere tanto risers flexíveis como rígidos como opção para as linhas de produção, injeção e exportação de gás.

“Ambas as alternativas poderão ser implementadas durante a vida útil do FPSO”, assinala a companhia em documento com as especificações técnicas da unidade obtido pela BE Petróleo. Já os risers de elevação (gas lift) e injeção de gás deverão ser flexíveis.

Búzios V irá operar em lâmina d’água de 2,2 mil m, na área da cessão onerosa, na Bacia de Santos, e será conectado a até 15 poços, sendo quatro de produção, sete de produção ou água alternando com gás (WAG) e quatro WAG.

O gás produzido deverá ser comprimido, desidratado e utilizado como combustível pelo FPSO e gas lift para os poços de produção. O excedente será exportado via gasoduto ou reinjetado no reservatório.

Outra questão em aberto é a tecnologia de umbilicais que será utilizada. De acordo com a Petrobras, tanto linhas de controle termoplásticas (TPU) como metálicas (STU) poderão ser utilizadas ao longo dos 28 anos de vida útil da plataforma.

“Parece que o FPSO deverá ter flexibilidade para atender a qualquer solução a ser adotada”, comentou um executivo de uma fornecedora de risers ouvido pela reportagem.

A petroleira destaca, porém, que esse é um plano preliminar, e que ele poderá ser alterado na primeira reunião com a contratada. Caso opte pela tecnologia integralmente flexível, Búzios V será o primeiro dentre os FPSOs do pré-sal recentemente contratados a não ter uma configuração subsea híbrida, como foram os casos de Mero e Sépia.

Na Bacia de Campos, os projetos de revitalização de Marlim e do sistema integrado do Parque das Baleias utilizarão linhas flexíveis.

Fonte: Revista Brasil Energia