
Divulgação Suape
Empresas reunidas apresentaram a única proposta pela área SUA-07, no valor de R$ 15 mil, no leilão realizado na tarde desta quarta-feira (30). Previsão é de R$ 60 milhões de investimentos em área brownfield.
O consórcio SUA Granéis, formado pelas empresas Agemar, Loxus e Marlog, vai explorar o terminal de granéis sólidos de Suape (TGSS). As empresas reunidas apresentaram a única proposta pela área SUA-07, no valor de R$ 15 mil, no leilão realizado na tarde desta quarta-feira (30), na B3, em São Paulo. O arrendamento terá validade de 25 anos, com previsão de operação de um terminal multipropósito, com a movimentação e armazenagem de granéis vegetais, granéis minerais e carga geral. O futuro arrendatário deverá realizar investimentos da ordem de R$ 60 milhões no período.
O representante do consórcio, Manoel Ferreira Neto, disse que as três empresas possuem conhecimento do mercado e vinham estudando o terminal há mais de dois anos. “Temos a expectativa de dobrar essa produção de coque com o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima e acreditamos que teremos bastante êxito nos próximos 25 anos”, projetou. A Agemar tem autorização para atuar na cabotagem, no transporte de combustível e de cargas em geral. A empresa é responsável, desde 1995, pelo suprimento regular de combustível do Arquipélago de Fernando de Noronha.
A Loxus foi constituída em 2000 para atuar como consultora e operadora de projetos logísticos e portuários. A empresa é especializada na movimentação de granel sólido, por meio de serviços de operação portuária com embarque e descarga desse tipod e carga e serviços de operação retroportuária com recepção e expedição de caminhões. A Loxus opera em seus terminais produtos como coque verde de petróleo, fertilizante, grãos, sal marinho calcinado e farelo de soja.
O TGSS está localizado na retroárea do Cais 5, em um espaço de 72.000 metros quadrados. A área está localizada no porto interno de Suape, na margem oposta ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A futura empresa arrendatária deverá realizar investimentos para que o terminal seja dotado de capacidade estática mínima total de 12.000 toneladas, além da aquisição de sistemas de recepção rodoviária, sistema transportador de correias e equipamentos equivalentes para garantir a produtividade (prancha média geral) de 549 t/h (toneladas por hora) e 128 t/h, para a movimentação de coque de petróleo e açúcar ensacado, respectivamente.
A celebração do contrato está prevista para este ano e o início das operações, em 2024. A expectativa é que, no primeiro ano, o terminal brownfield opere 570.000 toneladas. O terminal gera também receita fixa de R$ 3 milhões, mais uma receita variável, permitindo ao porto movimentar açúcar, barrilha e outros granéis sólidos. “Suape vai, daqui a cinco anos, triplicar sua movimentação, e se estabelecer como um dos portos mais movimentados do Brasil e o principal do Norte/Nordeste”, afirmou o diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão, após o resultado do leilão.
O diretor de planejamento de Suape, Francisco Martins, acrescentou que o novo arrendatário deverá intensificar a movimentação de granéis sólidos e diversificar as operações nos próximos 25 anos. “Já temos uma demanda importante para produtos como coque de petróleo e açúcar ensacado e a nossa expectativa é de que o leque seja ampliado para novos granéis. Esperamos que possa gerar novos negócios, investimentos e mais empregos”, disse Martins. No segmento de granéis sólidos, o Porto de Suape movimentou 719.174 toneladas de em 2021, contra 588.202 toneladas em 2020, um acréscimo de 22,3%. Os dois principais granéis movimentados foram trigo e coque de petróleo.
O TGSS conta com a operação de um shiploader e voltou a operar em junho do ano passado. O SUA-07 se encontrava, sob contrato de transição, com a empresa pernambucana M&G São Caetano. O equipamento foi oferecido à companhia após a devolução da área pela Agrovia do Nordeste e autorização da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA). A M&G participou do chamamento público em 2020 e ofereceu o maior preço do certame transitório. De acordo com a administração do complexo de Suape, o terminal tem capacidade para movimentar de 500.000 toneladas a 600.000 toneladas de carga por ano.
Fonte: Revista Portos e Navios