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Clippings - 14/06/21

Consórcio de 23 empresas realizará estudo para uso da amônia como combustível marítimo

Em documento assinado na última sexta-feira (11), 23 empresas de setores diversos — energia, mineração, química, terminal, transporte, construção naval, manufatura, abastecimento de combustível, entre outras — anunciaram ter estabelecido um consórcio para realizar um estudo conjunto sobre o uso da amônia como um combustível alternativo para navios. A amônia verde, produzida a partir de hidrogênio verde usando eletricidade renovável, água e ar, é amplamente debatida como combustível de escolha para permitir que a indústria cumpra as metas de redução de emissões de carbono da Organização Marítima Internacional (IMO) propostas até 2050.

Em princípio, o levantamento terá quatro frentes: avaliação de segurança da amônia como combustível de navio; avaliação da segurança para o abastecimento; especificação do combustível e o volume de emissão líquida de CO2 na produção de amônia. O acordo prevê ainda à consulta a produtores de amônia, organizações internacionais relevantes, autoridades portuárias e agência reguladoras para compartilhar suas opiniões, visão, conhecimento e experiência.

Desde que o Acordo de Paris entrou em vigor, a Organização Marítima Internacional vem incentivando a indústria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A entidade estabeleceu metas: diminuir em 40% as emissões até 2030 (em comparação com os níveis de 2008); em 50% até 2050; e eliminá-las totalmente durante este século. Para atingir esses objetivos, a adoção da amônia como combustível alternativo é um dos elementos-chave.


Participam do estudo ABS, Anglo American, Classnk, DNV, Equinor, Fortescue Metals Group, Genro Shipping & Trading, Itochu, Jera, K-Line, Man Energy Sollutions, Mitsui E&S, Nihon Shipyard, NS United, Pavilion Energy, TotalEnergies, Trafigura, Ube Industries, Uyeno Transtech, Uniper, Vale e Vopak Terminal Singapore.

“A amônia é vista como um combustível com futuro promissor para o transporte marítimo de uma perspectiva de redução de emissões e escalabilidade. No entanto, segurança, maturidade tecnológica e acessibilidade continuam a ser os principais desafios que precisamos superar”, afirmou o vice-presidente de Combustíveis da TotalEnergies, Jérôme Leprince-Ringuet.

Fonte: Revista Portos e Navios

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