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Clippings - 14/12/18

Consórcio de Libra coloca SPA de Mero em operação

Depois de quase de dois meses e meio, Consórcio de Libra retoma produção do campo de partilha, dando início à operação de uma nova fase

O consócio de Libra colocou em operação nesta quinta-feira (13/12) o primeiro sistema antecipado de produção do campo de Mero. O novo sistema está sendo realizado com o poço injetor 3-RJS-751D (Mero 2), recém perfurado e que futuramente ficará interligado ao projeto definitivo, e o poço produtor 3-RJS-739A, que esteve conectado ao teste de longa duração, e marca o segundo projeto do FPSO Pioneiro de Libra direcionado á área Noroeste do ativo.

Programado para ficar em operação por cerca de um ano, o SPA irá simular a mesma malha de escoamento do sistema definitivo, utilizando o lay-out de distância de 1,5 km entre o poço produtor e o injetor. O foco do novo sistema é medir o tempo que o gás levará para chegar até o poço de óleo.

No TLD, projeto que marcou a estreia da produção de Mero, a distância entre os dois poços era de 5 km.  A estimativa dos técnicos do consórcio de Libra é de que a distância de 1,5 km a RGO apresente um incremento gradual no prazo de seis a oito meses.

Além dos dois poços originais, o consórcio de Libra planeja conectar no prazo de seis meses um terceiro poço ao SPA. A estratégia visa testar a área Mero1, através de um novo poço produtor.

Rumores sobre problemas

A entrada em operação do SPA ocorreu 71 dias após o consórcio de Libra interromper a produção do TLD para iniciar os preparativos do novo projeto, o que acabou gerando rumores sobre problemas técnicos. Originalmente, o consórcio previa que o sistema entrasse em operação em novembro, mas depois transferiu o cronograma do primeiro óleo para o dia 5 de dezembro, prazo que também acabou não sendo cumprido.

Como o FPSO Pioneiro de Libra permaneceu na mesma posição, na prática o início de produção do SPA dependia apenas da desconexão da linha do poço injetor do TLD e da interligação da linha do novo poço injetor. A demora na retomada da produção fez surgir no mercado rumores sobre desgaste no riser de produção fabricado pela Technip.

No final de novembro, a BE Petróleo procurou a Petrobras e a Technip para falar sobre o assunto. A empresa fornecedora não quis comentar os boatos, alegando que qualquer manifestação sobre o projeto deveria ser feita pelo operador do campo. Já a Petrobras afirmou na ocasião que não havia qualquer problema e que a produção do campo seria retomada no dia 5 dezembro, mas também não explicou as razões da paralisação além do tempo previsto.

No mercado, os rumores eram de que o riser de produção do TLD apresentou desgaste antes do tempo, a exemplo dos problemas registrados anteriormente em outras linhas do pré-sal. Comentava-se que a Petrobras teria solicitado um laudo de uma empresa de engenharia internacional.

Durante esse período, a produção do campo de Mero, que durante a fase de pico chegou a bater a marca de 58 mil barris/dia de óleo, foi interrompida. O TLD inaugural do campo entrou em produção em novembro de 2017 e ficou em operação por quase um ano.

O sistema operou através de dois poços, o injetor 3-RJS-742, localizado na área de Mero 3, e o produtor 3-RJS-739A, na área de Mero 2. Durante o tempo de operação do TLD, não foi registrado qualquer vestígio da chegada de gás no poço de produção e foi testado um poço injetor na área de Mero 3 e um produtor na zona de Mero 2.

Afretado do consórcio Ocyan/ Teekay, o FPSO Pioneiro de Libra tem capacidade para produzir 50 mil b/d de óleo e injetar 4 milhões de m3/d de gás e está contratado pelo prazo de 12 anos.

Fonte: Revista Brasil Energia