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Clippings - 21/10/16

Consórcio estuda soluções de liquefação para lidar com o gás de Carcará

O consórcio que opera o bloco BM-S-8, onde foi feita a descoberta de Carcará na Bacia de Santos, estuda soluções de liquefação para lidar com a quantidade de gás encontrada no campo. De acordo com Ricardo Lamassa, especialista da área comercial de óleo e gás da QGEP, os custos de projetos de liquefação flutuante no mundo estão caindo e essa pode ser uma das soluções a serem analisadas para a área.

“Poderíamos fazer liquefação em águas rasas, porque no pré-sal não dá para o navio de liquefação ficar estável, então o projeto ficaria muito caro. Temos estudos de gasodutos também, mas isso vai ser pensado mais a frente. (…) Ter mais alternativas favorece o projeto”, afirmou Lamassa, citando a instalação de uma FLSU.

FLSU é a sigla de floating liquefaction storage unit ou unidade flutuante de liquefação e armazanegam. Esse tipo de projeto também é referenciado como FLNG (floating liquefied natural gas).

Perguntado sobre o projeto do gasoduto Rota 4 para escoar o gás da área, o executivo afirmou que a QGEP tem interesse no projeto, assim como todas as outras operadoras da região. O gasoduto levará o gás da Bacia de Santos para o estado de São Paulo. “Todo o pré-sal tem interesse no Rota 4”, afirmou Lamassa.

No momento, o BM-S-8 passa por uma troca de operação, já que a Petrobras vendeu seus 66% de participação na área para a Statoil. A operação depende apenas da aprovação da ANP. Carcará foi descoberto em 2012, na faixa geológica das áreas vizinhas de Lula e Libra, no pré-sal. A Statoil pagará US$ 2,5 bilhões pela fatia da Petrobras no ativo. Os demais sócios no contrato são a QGEP, com 10%, Petrogal, com 14%, e Barra Energia, com os 10% restantes.