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Clippings - 01/10/15

Consórcio interrompe obras da UPGN do Comperj e demite trabalhadores

O consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa Óleo & Gás e Tecna Brasil), responsável pelas obras das UPGNs no Comperj, em Itaboraí (RJ), dispensou cerca de 800 trabalhadores na última segunda-feira (28/9). Em nota, o grupo informou que a decisão foi tomada “diante dos insustentáveis impactos sobre o contrato, decorrentes da crise econômica atual e de seus efeitos no câmbio e no mercado financeiro”.

Segundo a Petrobras, o consórcio QGIT informou à estatal sua intenção de encaminhar uma proposta de repactuação do contrato e a paralisação das obras a partir do início de outubro, alegando como causa dificuldades financeiras. Em resposta, a petroleira disse que não aceitaria a repactuação do contrato por estar em dia com suas obrigações contratuais e que não concorda com a paralisação das obras.

“A Petrobras aplicará as sanções previstas em contrato, incluindo a rescisão contratual. Neste caso, será realizada uma nova contratação dos serviços remanescentes, buscando-se evitar qualquer impacto no cronograma de entrega da unidade”, declarou a companhia.

Prevista para outubro de 2017, a conclusão das obras do complexo demandará investimentos superiores a US$ 4,3 bilhões, sendo US$ 2 bilhões para as obras da UPGN e da central de utilidades da refinaria.

O Comperj receberá gás por meio do gasoduto Rota 3, que vai interligar o campo de Búzios e outros ativos na Bacia de Santos. No complexo, o gás será processado e entregue em Guapimirim por um gasoduto de 11 km a ser construído. A princípio, o sistema estaria funcionando integralmente no segundo semestre de 2016, mas todas as etapas foram adiadas, desde os projetos de E&P até à interligação para comercialização.