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Clippings - 11/06/19

Constellation a um passo do BM-S-11

As diretorias da Shell e da Petrogal apreciarão, ao longo desta semana, a contratação do navio-sonda Laguna Star, da Constellation, para operação por dois anos no bloco BM-S-11, no pré-sal da Bacia de Santos. A unidade de perfuração foi ofertada pelo grupo brasileiro em uma licitação da Petrobras, e seu afretamento depende, agora, apenas da aprovação das duas petroleiras, sócias no ativo.

A diretoria da Petrobras encaminhou, no último fim de semana, parecer da comissão de licitação indicando o afretamento do equipamento. A expectativa é que tanto a Shell quanto a Petrogal autorizem o afretamento da unidade, e que o contrato seja assinado entre o fim de junho e o início de julho.

A contratação da sonda será submetida à aprovação dos sócios quase três meses após a abertura dos envelopes comerciais da licitação. O navio-sonda foi ofertado com uma taxa diária de cerca de US$ 160 mil, desbancando ofertas da Transocean/Ocean Rig, Ensco, Seadrill e Petroserv.

Caso o contrato seja aprovado, a Constellation voltará a operar para a Petrobras depois de quase um ano. A empresa chegou a ter seis unidades perfurando para a petroleira brasileira, mas seu último contrato foi finalizado em 2018, quando entrou com pedido de recuperação judicial.

Originalmente, a Constellation ofertou dois navios-sonda na licitação: o Laguna Star e o Amaralina Star, ambos com o mesmo valor. Depois da abertura das propostas comerciais, a comissão de licitação solicitou à empresa de que indicasse apenas uma sonda, e o grupo optou por selecionar o Laguna Star, que executa campanha para a Enauta no campo de Atlanta até o final do ano.

O edital de licitação exige que a sonda tenha capacidade para operar em lâmina d´água de 2,4 mil m e esteja disponível em até 120 dias após a assinatura do contrato. A abertura das primeiras propostas ocorreu em meados de janeiro.

A duração do contrato será de dois anos firmes, com a possibilidade de extensão pelo mesmo período. Caso as duas partes optem pela renovação, o contrato prevê renegociação da taxa de afretamento.

A Petrobras responde pela operação do BM-S-11, com participação de 65% no ativo, enquanto Shell e Petrogal detêm fatias de 25% e 10%, respectivamente.  O consórcio manteve, até maio de 2018, duas sondas da Ocean Rig operando no projeto com dedicação exclusiva.

A campanha exploratória no bloco resultou na descoberta de Lula e de outros campos de pré-sal.

Fonte: Revista Brasil Energia