Sem quorum para votação das indicações em pauta, a sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas desta quarta-feira, 25, se resumiu aos debates em torno da construção do estaleiro Eisa de Alagoas S.A., do Synergy Group, em Coruripe, e das taxas cobradas pelos cartórios de registros de imóveis no Estado.
O deputado Judson Cabral, PT, cobrou mais informações e uma maior participação da Casa nos debates. ?Não sou contrário à construção do estaleiro, porém, quero me inteirar mais para contribuir?, explica. Ele referiu-se ao encontro do governador Teotônio Vilela com o presidente do Grupo Synergy, German Efromovich, ocorrido recentemente e alegou não ter recebido convite para as discussões em torno do tema.
O petista comentou ainda o fato de Maceió ter sido considerada, em recentes pesquisas, a capital mais violenta para a juventude. ?É preciso que o governo repense a questão da segurança. O problema é estrutural. Envolve a questão da pobreza, desemprego, mortes em acidentes de trânsito?, enfatizou, reforçando ter grande apreço pelo secretário de defesa social, Paulo Rubim.
Durante as explicações, o deputado Marcos Ferreira (PSDB) voltou a lembrar a temática das taxas cobradas pelos cartórios de registro de imóveis ressaltando a ?grande quantidade de pessoas que o procuram para reclamar das taxas abusivas cobradas pelos cartórios?. ?Um cidadão que possui um empreendimento em São Paulo admitiu que pagou oito vezes mais por um registro em Alagoas?, explica.
Ferreira afirmou ainda que apresenta na próxima semana um projeto com tabela comparativa dos valores cobrados em Alagoas, Pernambuco e Sergipe. ?Não se justifica que o preço dos registros sejam mais altos aqui do que em Recife. Vamos fazer um projeto com valores baseados nos estados da região nordeste com um todo?, finalizou.