A área de Engenharia da Petrobras abriu uma consulta informal ao mercado para afretar um FPSO para o piloto de Libra, que já tem uma unidade de produção contratada para um teste de longa duração. A consulta, sem pedido de proposta, foi deflagrada neste mês e está sendo discutido com quatro empresas do setor, a BW, Modec, Bumi Armada e Teekay, embora a petroleira venha tentando atrair outras companhias.
A intenção da Petrobras é tratar com as empresas, previamente, as especificações técnicas da unidade e verificar a capacidade do mercado de atender às suas exigências, a fim de evitar dificuldades durante o processo de licitação. A unidade está sendo solicitada para entrar em operação em 2019, o que configura uma antecipação de um ano, em relação à meta original do Plano de Negócios 2014-2018, que programa seu primeiro óleo para 2020.
O novo FPSO de Libra terá capacidade para produzir 150 mil barris/dia de óleo e 180 mil barris/dia de líquido e ainda comprimir 12 milhões de m³/dia de gás. O consórcio de Libra, formado pela Petrobras, Total, Shell, CNOCC e CNPC, pretende lançar o edital da licitação entre os meses de junho e julho e estabelecendo prazo de 20 anos de afretamento.
A conversão do FPSO será feita a partir de um VLCC e a expectativa é de que a unidade tenha cerca de 40% de conteúdo nacional. As especificações técnicas finais do FPSO do piloto de Libra ainda estão sendo discutidas e, mais adiante, terão que ser aprovadas pela diretoria da Petrobras.
O lançamento do edital será uma trégua ao jejum de contratações de novas unidades de produção imposto desde o ano passado, em função dos desdobramentos da operação Lava Jato. A última licitação de afretamento de FPSO foi concluída em setembro, para o TLD de Libra.