Não é só a Ecovix-Engevix que está trabalhando com conta vinculada à Petrobras. Preocupada com a situação das obras de conversão dos quatro FPSOs da cessão onerosa, a petroleira decidiu estender a estratégia adotada nos replicantes ao Enseada, grupo responsável pelos cascos, e ao EBR, que constrói os módulos da P-74.
A conta vinculada está sendo utilizada para controlar todos os pagamentos feitos aos fornecedores e empresas subcontratadas. Além de problemas nos pagamentos, as obras estão bastante atrasadas.
O grupo Enseada está responsável pela conversão dos cascos da P-74, P-75, P-76 e P-77. Os cascos da P-74 e da P-76 estão sendo convertidos no estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, enquanto os da P-75 e P-77 estão no Cosco, na China. O EBR está responsável pela construção e montagem dos módulos da P-74, em seu estaleiro, em São José do Norte, no Rio Grande do Sul.
Como nos replicantes, as obras dos FPSOs da Cessão Onerosa caminham sob um ritmo bastante lento até o momento. De acordo com a última revisão de cronograma, os cascos da P-74 e da P-76 deverão ser finalizados em abril. Diante dos problemas enfrentados no contrato da Quip, responsável pelos módulos da P-75 e P-77, ainda não há previsão de saída dos cascos da China.
O Enseada e o EBR enfrentam dificuldades financeiras sérias. O grupo Enseada, por exemplo, tem a receber R$ 1,2 bilhão da Sete Brasil pelo contrato de construção das sondas no estaleiro da Bahia.