A Petrobras está a um passo de adotar uma conta vinculada com a Ecovix-Engevix para gerenciar os contratos de construção dos oito cascos dos FPSOs replicantes do cluster (P-66, P-67, P-68, P-69, P-70, P-71, P-72 e P-73). A estratégia vem sendo discutida entre as Diretorias de Engenharia e de E&P da petroleira e a prestadora de serviço há alguns meses e deve ser fechada em breve. A conta seria utilizada para controlar todos os pagamentos feitos aos fornecedores e empresas subcontratadas na obra de construção dos oito cascos, no estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Além de problemas nos pagamentos, a obra está bastante atrasada.
Oficialmente, a Engevix e a Petrobras não informam nada sobre a operação, embora fontes das duas empresas assegurem que a criação da conta vinculada é vista hoje como a melhor forma de assegurar a continuidade das obras. Envolvida no escândalo da operação Lava Jato, a Engevix enfrenta sérios problemas financeiros e teve sua situação agravada em abril quando a Justiça determinou o bloqueio dos bens.
Dos oito cascos contratos à Engevix-Ecovix, em 2010, apenas um teve sua obra concluída, o da P-66. Desde abril, o casco da P-67 está no cais do ERG, recebendo os ajustes finais para ser liberado. O dique seco do estaleiro está ocupado, no momento, pela P-69 P-70.
A construção do casco da P-68 foi transferida para a China e há possibilidade de que pelo menos mais um casco possa ser remanejado para o exterior.