A movimentação de cargas em contêineres também foi revista na nova projeção da Codesp.
A estimativa da estatal para a carga geral conteinerizada é atingir 3,66 milhões TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), subindo a projeção do início de 0,5% para 2,6% sobre o movimentado cm 2016, que foi de 3,56 milhões TEU.
A retomada do nível de atividade econômica no País é o fator apontado pela Docas para este crescimento. “Essa retomada aumenta a competitividade dos produtos brasileiros de maior valor agregado, e a importação de carga geral”, afirma a estatal.
O aumento da safra de grãos também deve fazer o movimento de contêineres crescer no Porto de Santos, uma vez que parte dos embarques destes produtos é feito desta forma.
Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, essa movimentação não deve superar os 2%. Ele concorda que a avaliação da Autoridade Portuária tenha sido conservadora e acredita que o segundo semestre será um termômetros do comércio para a exportação. “E um perãodo sempre melhor, pois é quando começam a chegar os produtos para o Natal. Vai depender muito desta expectativa comercial a recuperação econômica que pode influenciar na movimentação dos contêineres”, analisa.
De acordo com a Codesp, a participação na balança comercial brasileira se mantém acima dos 27% do total. Se considerados apenas os portos, a presença de Santos sobe para 35%.