As empresas de locação de contêineres reverteram a tendência de dez anos de idade, ordenando a maior parte de encomendas de equipamentos. As linhas marítimas detinham entre 60% e 65% da frota global de contêineres, com as empresas de leasing possuindo o restante. Porém, a situação mudou este ano, de acordo com os principais armadores.
A recessão deixou as linhas incapazes de financiar novas aquisições, e a crise levou os fabricantes de recipientes a encerrar a produção em 2009. Mas, com a devolução de volumes ao setor, as transportadoras recorreram à locadores para atender a crescente demanda por contêineres.
O diretor financeiro da CAI Internacional,Victor Garcia, disse a analistas que o aumento em contratos de longo prazo com companhias de navegação era uma evidência de que as transportadoras tendem a operar com contêineres alugados ao invés de investir em suas próprias frotas.
Tanto a CAI como a Textainer – a maior locadora de contêineres global, com uma frota de 2,2 milhões de Teus (medida equivalente a um recipiente de 20 pés) – declararam que as taxas de utilização da frota chegaram a 99%, e a maior proporção de contratos de arrendamento a longo prazo lhes deu a base para investir em mais contêineres.
Segundo o diretor financeiro da Textainer, Ernesto Furtado, as empresas de leasing deverão comprar 70% dos novos recipientes este ano.
A produção de contêineres este ano – restringida pelo fechamento de fábricas e dificuldades de recrutamento de trabalhadores treinados – deverá atingir 1,9 milhão de Teus, em comparação com 3,2 milhões de Teus ao ano obtidos antes da recessão.