Petrobras definiu dois cenários possíveis de nacionalização do FPSO que será instalado na cessão onerosa
A Petrobras definiu dois cenários de conteúdo local para o FPSO Búzios V, que será instalado na área da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos. Provável contratada pela estatal, a Exmar terá de atingir índice global de 25% na construção da unidade ou cumprir as exigências conforme itens e subitens especificados pela estatal na minuta contratual.
Em boa parte dos itens não é exigido nível algum de nacionalização (0%). Esse é o caso do casco, engenharia básica e de detalhamento, gerenciamento e construção e montagem e sistemas navais do FPSO.
Os itens com exigência de conteúdo local são o de instalação e integração de módulos (18%) e o de plantas, que está dividido em construção e montagem (16%), engenharia básica e de detalhamento (15%), gerenciamento de serviços (27%) e materiais (11%).
Nos subitens de plantas, há conteúdo local previsto para vasos de pressão (21%), instrumentação de campo (21%), filtros (34%), válvulas de até 24” (4%), bombas (22%), compressores parafusos (36%), sistema de automação (9%) e trocadores de calor (10%).
Com 0% de exigência estão os subitens tanques, queimadores, sistema de medição fiscal, sistemas de telecomunicações e sistema elétrico.
Os demais itens com nacionalização exigida são pré-instalação e hook-up das linhas de ancoragem (65%) e sistema múltiplo de ancoragem (65%).
Operação com conteúdo local de 65%
Já o contrato de operação do FPSO, que terá duração de 21 anos (7.665 dias) prorrogáveis por igual período, tem conteúdo local mínimo previsto de 65%.
Búzios V será instalado na parte Norte do campo e terá capacidade para produzir 180 mil barris/dia de óleo e processar 12 milhões de m3/dia de gás.
Fonte: Revista Brasil Energia