Consórcio mantém plano de instalar uma plataforma na descoberta em 2017. Apesar do início da produção de Carcará ter sido retirado do PN 2015-2019 da Petrobras, postergando o projeto para além de 2020, o consórcio está contratando equipamentos para um TLD, mantido para 2017. O teste, aliado aos dados de poços a serem concluídos neste ano, deve ser suficiente para delimitar o reservatório de Carcará, no BM-S-8, dentro do prazo estipulado pela ANP para 2018.
De acordo com o presidente da Barra Energia, João Carlos de Luca, a perfuração da seção pré-sal do poço Carcará NW, primeiro poço de avaliação da descoberta, já foi iniciada e dentro de duas semanas o consórcio deve ter acesso a dados para avaliar a extensão do reservatório. Também está programado para setembro um teste de formação no Carcará Norte, segundo poço de extensão de Carcará, já concluído.
A Barra Energia tem 10% do BM-S-8, operado pela Petrobras com 66% e que conta ainda com Petrogal (14%), QGEP (10%). De Luca, contudo não antecipou qual a nova previsão para produção do primeiro óleo de Carcará. “Ainda precisamos decidir a questão do gás natural, em por que rota ele será escoado”, comentou o executivo.
Novas aquisições
De Luca também afirmou que a Barra Energia está analisando as opções de investimento da 13ª rodada, mas o portfólio ofertado tem poucos blocos alinhados com a estratégia da companhia de atuar no pré-sal e nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Atualmente, o único ativo exploratório da companhia é o BM-S-8.
Sobre crescimento do portfólio, o executivo citou que a Barra Energia está bem posicionada em Carcará, pois, mesmo com a participação de apenas 10%, caso o ativo entre no pacote de desinvestimento da Petrobras, a Barra tem prioridade na compra.
Fundada em 2010, a Barra Energia captou US$ 1,2 bilhão dos fundos de private equity First Reserve e Riverstone e já desembolsou cerca de um terço desse capital. Contudo, De Luca descarta preocupações quanto à captação de mais recursos, se necessário. “Os fundos podem aportar mais ou podemos ser vendidos para outra empresa (…) o fato é que o nosso portfólio é muito bom”.
Além do BM-S-8, Barra Energia tem 30% do campo de óleo pesado de Atlanta, operado pela QGEP (30%), em parceria com a OGpar (40%).