
O ministro da
Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou há pouco que o contrato da Malha
Paulista está previsto para ser assinado na próxima semana. Segundo ele, os
investimentos previstos no projeto são da ordem de R$ 6 bilhões.
A assinatura do contrato de renovação antecipada da Malha Paulista de ferrovias
foi autorizada pelo ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União
(TCU). O despacho interno foi proferido na noite de ontem, de acordo com as
informações disponíveis no site do ministério da Infraestrutura. Com isso, a
expectativa é de que o contrato seja assinado já na próxima semana.
Ainda segundo o ministro, que
participa de uma conferência com jornalistas promovida pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ministério acabou de assinar com
o banco de fomento o estudo da concessão do Porto de Santos, citando também a
desestatização da Companhia Docas.
“É uma quantidade de ativos importantes para o Brasil, nessa linha de contar
com investimento privado. Estamos caminhando na direção da meta de trazer de R$
230 bilhões a R$ 250 bilhões de investimentos privados nos próximos anos”,
disse o ministro.
Segundo Freitas, o governo tem falado com grupos estrangeiros que começam a estudar projetos no Brasil.
“Começamos a perceber o interesse, temos falado com grupos
estrangeiros que ainda não estão no país e que começam a aprofundar os
estudos”, afirmou.
O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou que os planos para a
infraestrutura do governo federal e do banco não foram alterados por causa da
pandemia do novo coronavírus no Brasil. “Temos convicção de que no dia seguinte
que essa situação de saúde estiver mais controlada, vamos retomar com força
total o nosso plano original”, disse, em seu discurso de apresentação.
O banco de fomento espera colocar
em breve produtos com garantia no mercado, segundo Montezano. “As palavras
‘garantia’ e ‘sindicalização’ farão cada vez mais parte do dia a dia do banco”,
afirmou.
Além disso, o diretor do BNDES, Fabio Abrahão, acrescentou que o banco prevê
que o leilão da Codesa ocorra no quarto trimestre de 2021. Já para o Porto de
Santos, a previsão é que seja realizado no segundo trimestre de 2022.
Fonte: Valor